ColunistasComportamento

Preste atenção ao seu nível de felicidade na vida. Valorize-se na simplicidade, sem maquiagem

Preste atencao ao seu nivel de felicidade na vida

É um tal de um se achar melhor que o outro! Os humanos aprenderam a disputar qualquer coisa.



A verdade é que vivemos em uma sociedade que só ensina um ser melhor do que o outro, como se isso fosse levar alguém a algum lugar na escala evolutiva!

As pessoas são treinadas como robôs para passarem por cima do outro para se sentirem melhores, mais capazes. Capazes e melhores para quê?

Cada um tem em si conteúdos específicos, condições de aprendizado e entendimento específicos, cada um tem o seu desenvolvimento, que não é para ser comparado com ninguém.


O fundamental não é ensinado nem propagado, afinal estamos em uma sociedade que treina para a disputa.

O que de fato deveria ser ensinado é a cooperação, a possibilidade de cada um reunir talentos, qualidades e competências para que unidos possamos alcançar objetivos, seja no trabalho, na família, no amor, na amizade, etc.

Reunir talentos é ter possibilidade de reunir força e mais possibilidade de transpor as barreiras e as dificuldades impostas pelo caminho. Justamente por vivermos em uma sociedade que muitas vezes não é justa, é importante ter união nos melhores recursos e sobrepor com mais força os empecilhos e pedras do caminho. Isso significa ter mais inteligência emocional.

O ser humano ganha muito quando se reúne para multiplicar potenciais e dividir experiências e recursos. Os grandes gestores conseguem identificar e estimular isso nos grupos. Valorizam a cooperação! Mas só os grandes gestores, os que ultrapassaram o movimento primitivo de uma sociedade que só visa ao lucro desmedido.


Os gestores ultrapassados, arcaicos, querem, a qualquer custo, impor altas doses de sobrecarga, de desgaste sobre a saúde psíquica e física do seu trabalhador, sem levar em consideração sua origem humana.

Assim o desumanizam, fazendo-no acreditar que pode ser o melhor e faz buscar obcecadamente rendimentos e produtividade à custa de sua vida e da sua condição humana. E o faz acreditar em utopias.

O melhor não existe. A pessoa pode ser melhor em algo e em outras atividades não. Cada um tem uma forma de atuação. E mesmo alguém atingindo níveis de competência altíssimos, não significa ser o “melhor”. O preço que se paga para atingir metas muito elevadas é altíssimo, a pessoa abre mão de várias coisas para atingir patamares elevados, e depois se sente frustrada, sozinha, vazia, porque o valor não pode ser aquilatado pelo quanto se ganha, pela quantidade de produtividade.

A vida passa, tudo muda, as prioridades se tornam diferentes, às vezes, abre-se mão do que tem maior valor na vida. Abre-se mão, por exemplo, de ter uma vida mais saudável, agregadora, multiplicadora e de ter pessoas de verdade à sua volta.


Remonte o panorama da sua vida, construa sua vida sobre alicerces realmente mais sólidos, todo mundo precisa de dinheiro e condições materiais para viver em uma sociedade ainda tão capitalista. Mas veja o que realmente pode ser o melhor para sua vida, não o que as propagandas dizem, não o que a sociedade diz do que é ser bem-sucedido, mas o que você sente ser o melhor para você. O que realmente tem significado e valor.

O seu desempenho não mede quem realmente você é, não mede o seu valor.

Seu valor pode ser mais entendido quando você se despe de sua vestimenta de trabalho e entra no banheiro para tomar seu banho, quando olha seu rosto sem maquiagem, quando está com seu pijama e deita em sua cama. Seu valor pode ser mais bem entendido quando observa o seu coração, no que ele vibra de verdade, se ele sente tristezas ou angústias.

Seu valor pode ser entendido pelo maior ou menor brilho dos seus olhos frente à vida que você leva. Se suas companhias realmente o fazem feliz e se há humanidade no que vive, ou apenas padrões e conceitos robotizados daquilo que o tempo todo deve fazer, mas que o entristece, deixa vazio e com pouca motivação.


Claro que é preciso, muitas vezes, fazer coisas sem tanta vontade, existe obrigação e senso de responsabilidade, isso é uma coisa. Mas viver se arrastando uma vida inteira, sentindo-se mal, triste, sem motivação alguma, todos os dias, para sustentar uma posição, seja ela qual for, torna-se algo doentio e desumano demais. Isso, por mais que dê resultados quantitativos no saldo bancário, será à custa da sua saúde integral. Mesmo que demore muito tempo para perceber o seu prejuízo, ele virá!

É preciso encontrar um meio-termo entre o que se faz, o que se obtém de lucros materiais, com os benefícios, ou prejuízos para o seu coração, sua mente e o seu corpo. É importante ter equilíbrio na vida, em tudo.

Ninguém é feliz em um só setor. É muito importante ter amizades saudáveis e verdadeiras, é importante um amor real, as viagens, um tempo para você, descanso, e pessoas que o reconheçam, que tenham afeto e apreço por quem você é de verdade, e não, principalmente, pelo que possui, mas pelo que sentem ao estar ao seu lado.

É importante também sentir-se bem com a própria companhia. Isso diz muito sobre seu valor. O amor que você tem e oferece, o que recebe e distribui, este é um bom recurso para conseguir entender um pouco do seu real valor.


Preste mais atenção ao seu nível de prazer e felicidade diante da vida, independentemente dos acontecimentos, obstáculos ou coisas boas que ocorram, assim conseguirá entender melhor como está por dentro e do que realmente necessita para ficar melhor.

Dê valor a você, à sua risada, sua expressão única, dê valor à sua vida, sua alma, seus afetos. Dê valor a você sem maquiagem e com roupas que usa em casa, dessa forma verá melhor o próprio valor.

O valor das pessoas não pode ser medido ou aquilatado, ele só pode ser sentido com a alma.


Ficar sozinho nunca foi um problema para mim

Artigo Anterior

Quando descomplicamos, a vida flui, as necessidades diminuem e a paz habita em nós

Próximo artigo

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site.