publicidade

Psiu! um silêncio acalma a alma!

O resto é o silêncio… Mudo, calado, sem muitas explicações, porque apenas se faz. O silêncio é o que sobra quando não suportamos mais brigas e hipocrisias. O silêncio se faz necessário quando gastar tempo e energia com quem não merece, é mais satisfatório do que palavras que ferem e não resolvem a situação. Realmente, o silêncio é um bem, um mal necessário, quando não temos mais como resolver ou argumentar.



O silêncio é o resto quando um beijo interrompe as palavras. O silêncio finaliza nossa existência. O silêncio coloca um ponto final nas decepções da vida e nas tristezas que não tem soluções. O silêncio pode terminar em lágrimas escondidas, em pensamentos nunca revelados e em distâncias sem explicações. Shakespeare finaliza Hamlet dizendo: the rest is the silence! Talvez sim, talvez não. Tão relativo quanto “ser ou não ser, eis a questão”. O silêncio não é apenas o fim, mas pode ser também o começo… E pode não ser!

PSIU-FOTO-01.jpg

O silêncio pode ser o começo de mais um dia, uma paquera silenciosa de expectativas, um sim libertador, um olhar de assentimento, um abraço sem palavras, um beijo que cala. O silêncio se faz quando não há necessidades de ruídos, de suspiros e de palavras.

Ser ou não ser? Silencioso ou abstrato? Silencioso ou barulhento? O som da vida e o silêncio dos sentimentos se mesclam para enfeitarem as histórias que todos os dias vamos escrevendo. Há histórias de vidas que se fazem perfeitas com o silêncio e não precisam de som. É só prestar atenção nas flores dos campos, no movimento calado dos lagos, nas belezas naturais das serras e montanhas, na neve que cai pintando tudo de branco, no desabrochar das flores, no bailado das nuvens no céu, nas cores da vida. Tudo silencioso, e não é o resto. Silêncio, o começo de todos os dias, quando nos despertamos das nossas noites para mais um amanhecer.


É no silêncio que escondemos dos sons do mundo e dos sentimentos que nos atormentam. É no silêncio que nos refugiamos das indecisões que se instalam, sem vontade de escutar os gritos doídos das decepções, das tristezas e das dores que se fazem dentro de nós.

PSIU - FOTO 02


Nos silêncios encontramos com o nosso eu, despimos quem realmente somos e temos a certeza, muitas vezes, que o culpado de tudo não estar como desejamos, somos nós mesmos. Nós mesmos, que não temos a coragem para assumirmos que o fracasso instalado é nossa culpa. Estamos cegos, somos covardes e culpamos o outro, o mundo, porque é mais fácil do que assumir nossa falta de vontade, nosso medo, nossa limitação humana. O silêncio pode ser hipocrisia, ser fingimento, ser máscaras contra nós mesmos.

O silêncio, impõe uma barreira entre nós e o mundo externo. O silêncio é o íntimo intransponível que se faz entre nós e nosso jeito de sermos. O silêncio é o fim, é o começo, é o momento único em que assumimos para nós e para o mundo quem somos e o que não somos. O silêncio não é o fim, mas pode ser a salvação para uma vida mais tranquila e mais digna, quando não queremos nos mostrar despidos para o que não vale à pena ou que não convém.

Baixe o aplicativo do site O Amor e acompanhe tudo de pertinho. Android ou IOS.

Texto escrito com exclusividade para o site O Amor. É proibida a divulgação deste material em páginas comerciais, seja em forma de texto, vídeo ou imagem, mesmo com os devidos créditos.




Deixe seu comentário

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site.