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Quando os ecos do passado mandarem um recado…

Um passado que foi bom enquanto manteve-se saudável e amável, mas, depois, enrugou, orgulhoso passado, absolvido, mas sua memória é curta? E por alguma razão mandou um recado, mas não fala por si mesmo e confirma sua concisa memória.



Não sei vocês, mas há algum tempo eu perdi o interesse em fazer intensa questão de agradar a toda e a qualquer pessoa, a qualquer momento, assim como não me interessa, também, e na verdade nunca interessou, cair nas graças de uma suposta maioria, pois, muitas vezes seremos bons apenas enquanto formos úteis às vontades egocêntricas e às negociações externas ou relacionais.

Não escrevi ou quis dizer aqui que eu seja uma pessoa mal-educada e, pensando acerca disto, difícil é encontrarmos grandes exemplos humanos de boa educação. Conheço pouca gente e não serei pretensiosa a ponto de assim me considerar. Contudo, não, não sou daquelas pessoas mais grosseiras e estúpidas. Reservada, que evita conflitos, jeitinho tranquilo e simplório, mas não queira ver uma guerra.

Em certos casos quando dermos um basta às explorações e aos tratamentos duvidosos, pronto, repentinamente podemos nos tornar o inimigo de alguém. Não devemos esquecer, entretanto, que cada um de nós reage e responde de uma maneira diferente diante das situações, sendo elas boas ou más. Não devemos esquecer, também, que o seu bom pode ser o meu mau e vice-versa. Diante das energias dos interesses, facilmente elas são quebradas quando não são correspondidas.


Tudo bem, não agradamos a todos. Logo, agradar a maioria continuará pouco provável e que bom que a vida é feita de mudanças constantes, pessoas que vão e novas que chegam, renovam as boas energias e ampliam nossos contatos e horizontes. É realmente disto que precisamos, de constantes mudanças. Estas são as maiores dádivas do viver, nada é estático. Vivemos condicionados aos fluxos de transformações da vida, que são alguns de seus mimos a cada um de nós.

Em meus consideráveis anos de vivência, a vida muito apresenta-me diferentes personalidades, mas as melindrosas são as mais constantes. É quase um carma, não há escapatória. Justo eu que não sou das pessoas mais indelicadas. Apesar de não fazer questão de agradar a todos, procuro tratar as pessoas com educação.


A vida, no entanto, de maneira sádica diverte-se por colocar em meu caminho um mar de melindre e loucuras sortidas. Neste momento, percebo que até mesmo o orgulhoso passado, com toda a sua impolidez, é apenas mais uma gota de melindre em meu oceano da vida. Não tem jeito ele é extenso, profundo e ocupa muito espaço.

O passado orgulhoso e o mar de melindre, ambos em suas diferentes maneiras, fazem questão de enviarem seus recados. O primeiro não fala por si, o segundo falou por si, uma insossa indireta. Ambos melindrosos, permitem-me retirar algum aprendizado: as pessoas não são máquinas e, assim, como muitas destas, nós também possuímos memória.

Abstrações acontecem com o tempo, e não espere tanto dos demais quando não se é tão bom quanto se considere. Não espere tanto de alguém quando se tem um passado a ser superado para que, então, ocorram novas pequenas histórias. Bondade e ruindade, bem e mal, bom e ruim, são conceitos e qualidades presentes em todos nós seres humanos. Ora uns tendem para um polo, ora para o outro.

Quando os ecos do passado mandarem um recado, por terceiros, apenas responda: “Meu antigo eu não se encontra mais!”

Que, apesar das dificuldades, criemos nossas felicidades, o nosso amor e a nossa paz!

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Texto escrito com exclusividade para o site O Amor. É proibida a divulgação deste material em páginas comerciais, seja em forma de texto, vídeo ou imagem, mesmo com os devidos créditos.




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