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Quando passamos a nos agradar, a nos priorizar, a vida muda para melhor

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Tão bom quando gostamos de nós mesmos, quando não deixamos ninguém pisar em cima, quando comandamos a própria vida sem que ninguém nos obrigue a nada.

Quando vestimos o que queremos, quando damos um basta na inconstância daquele sentimento já definhado, desgastado de tanto vai e vem, de tanta falta de comprometimento, respeito e verdade.

Tão bom quando pegamos as rédeas da vida e começamos a conduzir o coração para onde quisermos, sem nos sujeitar a ser passado para trás, sem fazer de conta que aquilo que está acontecendo não está afetando em nada nosso emocional.

Está, está machucando, está comprometendo o bem-estar, a saúde mental, a paz dentro da necessidade de resolução. O que é isso?

Honesto é quando começamos a perceber os sinais, de algo que não vai bem, quando percebemos que só está sendo um enfeite no meio da sala ou em cima da estante, quando não nos sobra nada, quando só recebemos indiferença e a dor dilacerando nosso peito.

Tão bom quando paramos de nos obrigar e nos resolvemos, sabendo que a vida é nossa e de mais ninguém. Porque de nada adianta palavra bonita, se o espaço está vazio, se o perfume vem de fora, se o borrão da maquiagem não é nosso, se aquela desculpa esfarrapada já não vale mais.

Tão bom e generoso quando, com segurança, apesar do medo, jogamos a toalha, colocamos a dor para fora, expulsamos a falta de cuidado, a falta de comprometimento, a falta de tudo que gostaríamos de estar recebendo e não vemos, não sentimos.

Não devemos jamais nos sujeitar a ser sempre o resto do almoço ou o que ficou na geladeira desde o dia anterior.

Não! Quando passamos a nos agradar, a nos priorizar, a dar as cartas, as mangas ficam de fora e paramos de nos acomodar dentro daquele lixo que colocaram sobre nós.

Quem muito se maltrata, não se valoriza, quem muito se humilha só vai receber desgosto em troca. Melhor acordar antes que seja tarde, antes que o corpo adoeça, antes que esqueçamos de nós mesmos.

Muitas vezes, essa valentia tem que vir de dentro, tem que vir ao pisarmos no chão frio.

Não somos farrapos para sermos rasgados constantemente. Merecemos a luz do sol, o calor humano, o abraço mais profundo permeando nossa alma.

Quem se ama quer ser laço, não quer ser nó. É preciso enxergar e desatar as coisas que não vão bem!

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