Quando vivemos uma vida que não é nossa, nos afastamos de nossa verdadeira essência

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Estamos prestando mais atenção nas palavras alheias sobre nós mesmos do que ouvindo nossa voz interior.



E, de repente, sem perceber, sabemos mais dos outros do que o que se passa conosco. Queremos amar mais a pessoa que está ao nosso lado do que valorizar quem somos. Estamos prestando mais atenção nas palavras alheias sobre nós mesmos do que ouvindo nossa voz interior.

E vamos levando a vida opinando sobre o que acontece ao nosso redor, sem nem mesmo nos colocarmos de verdade na situação.

Estamos desatentos sobre a pessoa que somos e quem queremos nos tornar. Se é que isso nos interessa.

Nós ficamos pouco ligados às nossas atitudes, ao que elas provocam em nossa vida e na das outras pessoas. Nossos atos são involuntários, nossas escolhas estão baseadas nas escolhas da maioria.


Pode ser que não saibamos distinguir o que é essencial do que é insignificante. Está tudo tão misturado que nos confundimos.

Queremos agradar demasiadamente a alguém e nos deixamos de lado. Ou então valorizamos demais o nosso “eu” e desconsideramos quem está conosco no dia a dia.

Corremos o risco de levar uma vida totalmente desequilibrada e perder o rumo. Valorizamos demais coisas pequenas, detalhes que talvez nem são os mais importantes. Queremos corresponder demais às expectativas dos outros e agimos contra nossa vontade, e frustramo-nos, entristecemo-nos, e isso pode “respingar” em quem nem merece.


Precisamos nos encontrar, precisamos serenar a mente. Envolvemo-nos em problemas e situações que nem precisavam de nós. Não nos calamos, não sabemos pedir perdão, não sabemos pedir nem receber.

Quem é você neste mundão de Deus? Que resposta difícil! Alguém ainda em construção, em estado de evolução? Isso é fato, mas elaborar uma resposta vinda da alma é difícil. Desconhecemos nossa essência.

Há muito dentro de nós e em nosso pensamento, que já se cristalizou e que devemos limpar. Precisamos, na verdade, retirar as cascas, as memórias negativas, os preconceitos, os medos.

Para fazer isso, vai acontecer uma bagunça, podemos nos desestruturar, temos de aceitar algumas renúncias, novas perspectivas e definir o que realmente importa daqui em diante.

E precisa existir um primeiro passo.

Nós sabemos que nem sempre o que importa é como as situações se apresentam, mas o que fazemos com tais situações diante de nós e o que vamos nos tornando a partir disso.

 

Direitos autorais da imagem de capa: Nuno Silva/Unsplash.

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