Que busquemos a alegria na maior parte do dia!

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O que deixamos de ser depois que crescemos? Por que não podemos ser adultos que buscam momentos de alegria na maior parte do dia?



Quando somos crianças, nosso maior objetivo é nos divertir, buscamos a alegria na maior parte do dia, queremos brincar o tempo todo, pois isso estimula o nosso bem-estar. Gostamos de histórias engraçadas, fazemos piadas, caretas, rimos de nós mesmos, rimos das “bobeiras” de que os adultos não acham mais graça. Se brigamos, ficamos tristes por pouco tempo e logo já perdoamos e recuperamos a sensação de alegria.

Por que essa busca pelo divertimento diminui bastante quando crescemos? Por que não podemos ser adultos que buscam momentos de alegria na maior parte do dia?

Falo da alegria saudável, não daquela sarcástica, em que é preciso inferiorizar os outros para se sentir superior, não das ironias que só servem para alimentar egos doentes e solitários.

Talvez devamos ter mais esperança, acreditar na bondade das pessoas e não nos incomodar tanto com certas atitudes que desprezamos. Todos nós temos qualidades e defeitos, afinal somos seres humanos, magoamos e somos magoados, assim como amamos e somos amados.


Muitos dos nossos problemas resultam da importância que damos a nós mesmos, ao próprio ego. Ao contrário da maioria das crianças, nós adultos queremos ser mais do que somos e exigimos que os outros também sejam mais do que são. Buscamos uma perfeição inexistente e, com isso, ficamos geralmente irritados, magoados, melindrados, zangados devido ao fato de os outros não corresponderem às nossas elevadas expectativas.

Chico Xavier, dentro de toda a sua grandeza espiritual e humildade, comparava-se às formigas, das menores que andavam pela terra, cumprindo suas obrigações. E por que não com diversão e leveza, assim como as crianças? Mas parece que, quando adultos, achamos mais atraente sermos cobras, sofrendo no ciclo vicioso e pesado do nosso veneno.

Ganhar experiência é aprender com o peso da vida e, mesmo assim, continuarmos leves.

Que possamos recomeçar tal como a criança,


que conserva em seu coração a pureza,

na naturalidade de, após o tombo, se levantar,

voltar a correr e esquecer após chorar.

 

Que a tristeza possa durar minutos

e a alegria durar horas,

que a dor sempre dê lugar ao amor,

no melindre que logo vai embora.

 

Que voltemos a sonhar,

na ingenuidade de amar,

sem receios nem medidas,

sem medo das despedidas.

 

Direitos autorais da imagem de capa: Melanie Kreutz/Unsplash.

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