Que sigamos, fluindo com amor…

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Você nunca entra no mesmo rio duas vezes, o fluir da água não permite isso.

Dizem que na vida algumas sensações são únicas, irrepetíveis inexplicáveis.



Acredito, realmente, que assim seja. A alegria pelas conquistas, a promoção de um emprego, o casamento, nascimento de um filho, a compra do primeiro carro, ou aquelas sensações não tão agradáveis, um relacionamento que termina, a perda do emprego, sofrer um acidente.

São tantas coisas, um infinito de possibilidades, difícil descrever tudo, pois, embora algumas sensações sejam convencionalmente únicas, o que por vezes é importante para uns, pode não ser para outros.

Não importa o que nos aconteça, porque a vida acontece o tempo todo, ela não para. Importa é o que nós fazemos com ela. Ter um porquê para suportar os tantos “comos”.


Acho então que tudo na nossa vida é único. Esta fração de segundo que agora vivemos não volta mais, ela foi. Ficam as memórias.

É como o rio, que nunca é o mesmo, a água nasce e flui em direção ao mar, o grande encontro acontece, então, uma mudança, é um ciclo sem fim. Você nunca entra no mesmo rio duas vezes, o fluir da água não permite isso.

Assim somos nós, como as águas nascemos e vamos fluindo pela vida, ganhando força a cada momento, crescendo, evoluindo.

A verdade é que a única coisa que realmente possuímos é nosso tempo, ele é o que somos, e quando dedicamos nosso tempo a algo ou alguém uma parte nossa ali fica. Não há como ser diferente.


Que a sabedoria da natureza possa nos ensinar a cada dia, que sejamos como o rio, que nasce e flui para a grande transformação no seu encontro com o mar, que assim como ele aprendamos a contornar os obstáculos e como diz o ditado, água mole, pedra dura tanto bate até que fura.

Que sejamos doces e saibamos, suavemente, adentrar nos espaços dos corações alheios que nos parecem, por vezes, impenetráveis.

Que aprendamos com as árvores, que nascem das pequenas sementes e primeiro crescem para baixo, para dentro firmando suas raízes, depois disso iniciam sua subida; e nesse crescer, cada vez que crescem para o exterior, crescem também interiormente, tornando-se resistentes às tempestades que vem. Que elas também nos ensinem a trocar nossas folhas, a deixar de lado aquelas concepções que já não nos cabem mais, que enquanto criança pensemos como criança, e enquanto adultos não percamos nossa docilidade, mas nos portemos como adultos.

Que assim como as borboletas, aprendamos que a vida passa por longas e grandes metamorfoses.

Que possamos aprender com a natureza, com a vida, com os que nos cercam. Que entendamos que há sempre um motivo para sonhar e tentar de novo.

Que as coisas são, sim, únicas, tanto as boas como as ruins.

Que não é porque batemos de carro uma vez, que cada vez que sairmos de carro iremos bater novamente, foi uma experiência, um momento que veio nos ensinar, precisamos aprender com ele e seguir fluindo, vivendo.

Que aprendamos com cada dia único que nos acontece e não deixemos nossas memórias passadas impedir nosso futuro. Que sigamos, fluindo com amor.

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Direitos autorais da imagem de capa: wckiw / 123RF Imagens

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