Quem dera eu fosse uma flor…

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Quem dera eu fosse uma flor,



Que na primavera derradeira se embrenha por entre o jardim…

Que nas sombras da noite se banha de orvalho e de luz estelar…

Que guarda nas pétalas um perfume sem fim… De um tempo dourado infinito na memória …


Quem dera eu fosse essa flor que esconde os espinhos e não mostra a sua dor…

Que exala o aroma da pura beleza, que traduz o que é simples no mais puro amor!

Ah se eu pudesse seria essa flor… Que transcende  as estações e se eterniza  em força e destreza…


Que morre e renasce em cada certeza

Dos dias que nascem e das noites que morrem nas madrugadas frias,  pelos primeiros raios de Sol , na dualidade mágica do que era e do que ainda será!

Quem dera eu fosse essa flor…já pelo vento despedaçada mas com seus botões enraizada…na imortalidade natural e divina …

Que leva na sua essência a semente da vida que se esvai como um sopro de vento , nas ruínas destruídas pelo tempo…

E que se eterniza na magia infinita, de reviver em outra vida…

Ainda que no mesmo jardim… E que em tão jovem botão espera pacientemente o tempo certo para florescer!

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