Razão ou sentimento – em qual depender?

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Virou moda querer fazer tudo com base só no sentimento, especialmente no que diz respeito a vida espiritual. Mas será que isso funciona?



Dá para a gente sempre contar com nosso sentimento? E a razão? Qual seu lugar?

Sentimento é importante, é você, é sua sintonia. As coisas têm que ser feitas com coração, com amor, com verdadeira identidade com seus valores. Disso, não há dúvida. Mas o sentimento tem umas armadilhas.

Primeiro, todo sentimento é fruto de quem você é agora. É baseado nos filtros que você adquiriu, praticamente todos de forma inconsciente. É baseado no mapa mental da realidade que você tem hoje. E tanto seus filtros como seu mapa mental podem estar bem errados.

Um exemplo grosseiro: como é o sentimento de um racista? Ele criou um mapa mental das raças, considerando sua raça a melhor. Ele criou filtros em sua percepção, que lhe fizeram sempre enxergar o que tem de ruim nas pessoas que ele considerava como sendo de outra raça e filtros que traziam para ele confirmação de sua supremacia racial.


Então, o que sente um racista sobre alguém de outra raça? Coisas negativas, coisas ruins.  E isso está correto? Não. É um engano. É um erro mental que ele criou – algo danoso que distorce a realidade. Mas é o sentimento dele ou dela.

É a expressão de seu coração, é a sintonia com seus valores. Sentimento, portanto, erra quando operamos sob ideias e conceitos errados.

Agora pergunta para o racista quanto que é 2 + 2? Pergunta para o ateu, o cristão, o psicopata ou o santo… a resposta é sempre 4. A razão opera em outro campo do cérebro, o que é chamado do processo deliberativo. Não é influenciado por conceitos sutis, não passa por filtros, em seu aspecto mais direto e puro.

Assim também acontece na vida espiritual. Não podemos simplesmente depender dos nossos sentimentos atuais. Devemos usar o cérebro. Por isso que no caminho do yoga é essencial o cultivo de conhecimento – jnana. O conhecimento espiritual é racional e internamente consistente. Ele explica os fenômenos e experiências da vida de forma clara, que vibra com nosso bom senso. Munido desse conhecimento conseguimos aprimorar nosso mapa mental e corrigir nossos filtros, absorvendo a realidade de forma mais inteligente. Com isso então, podemos sentir as verdades vibrando em nosso coração.


O conhecimento aperfeiçoado leva ao sentimento aprimorado.

Deus nos deu cérebro e coração para usarmos os dois. Não abra mão nem de um, nem do outro para maximizar seu potencial humano.

No meu livro, “O Caminho 3T”, tem uma parte sobre jnana, explicando em maiores detalhes o que é este campo de perfeição e quais as informações mais importantes para turbinar sua vida espiritual.

Veja aqui meu vídeo sobre este tópico:

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Direitos autorais da imagem de capa: fotovika / 123RF Imagens

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