Reclamar dos outros pelas costas pode ser um vício!

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Alguns especialistas motivacionais vão abordar o assunto dizendo que pode ser falta de segurança em si mesmo ou um prazer quase primitivo de ver alguém sofrer ou falhar no nosso lugar.



Já parou para pensar por que é bom falar mal ou reclamar dos outros pelas costas? Claro, não estou generalizando nem afirmando que todos tenham essa sensação, mas há muitos e muitos de nós que sentem esse prazer.

Falar mal dos outros diminui a carga negativa dos nossos erros e ações. No comparativo negativo, sobressaímos em relação aos outros, como se estivéssemos acima ou à parte.

Alguns especialistas motivacionais vão abordar o assunto dizendo que pode ser falta de segurança em si mesmo ou um prazer quase primitivo de ver alguém sofrer ou falhar no nosso lugar, como se por uma e outra vezes tivéssemos nos safado de algo que nos poderia provocar sofrimento.


Reclamação

A reclamação constante pode ser uma máscara para pessoa que se posiciona com propriedade intelectual, buscando assim notoriedade e respeito. Também é uma maneira de desviar a atenção do seu lado inseguro para que não percebam seus defeitos.

Geralmente, reclamamos com alguém de confiança em busca de uma concordância para assim nos sentirmos seguros e escapar dos deveres da ação que a nossa ansiedade tenta protelar. Nesse comparativo, buscamos afirmar perante o outro que as nossas falhas são piores e mais constantes que as do próximo.

Apontar as fragilidades alheias cria a fantasia de termos competência para ser “críticos”, julgadores, com experiência e sabedoria suficientes para indicar o melhor caminho: siga o líder!


Ledo engano! Quando descobrimos que somos tão falhos e frágeis quanto o outro, ficamos mais a observar do que a falar, observando as escolhas, as tomadas de decisões e as consequências sobre a vida de quem assim decidiu fazer.

É uma maneira mais inteligente, portanto mais eficaz, de aprender. Do engano do outro, tiramos nosso aprendizado, tentando assim compor o nosso repertório, compondo e montando nosso quebra-cabeças com peças emprestadas.

As relações humanas são permeadas de trocas diante da exposição de atividades da roda humana que gira, independentemente de nossa vontade. Tudo nos chega, e se formos afinando esse instrumento de vivência e convivência – a alma humana – com nossos conteúdos internos e material recolhido do externo (dentro e fora), tanto melhor será a melodia da vida.

Somos mais do que espectadores ou observadores, somos também protagonistas, coadjuvantes, somos também observados. Estamos todos na mesma trajetória, numa estrada larga e passível de surpresas boas ou ruins. Somos frustrados pelas nossas expectativas, mas também causamos frustrações. A corrente humana é construída na passagem do dia.

Quem seguimos, quem nos segue, quem simplesmente nos alcança num ponto para logo à frente se despedir. Somos todos elos.

Falar de quem erra por puro gosto sádico ou narcisista nada nos acrescenta e retira do outro a oportunidade de evolução. O que de melhor oferecemos ao outro durante a travessia da jornada é tempo. Algo raro, caro, que se esgota e não retorna.

Oferte tempo de qualidade, oferte sua escuta e, se convocado, opine com parcimônia, no sentido de mostrar para a pessoa a melhor saída. Podemos ser espelho, mas também seremos reflexos.

Que nossa boca carregue falas construtivas, que nosso olhar lance amparo, que nossos braços acolham e que nossos pés caminhem e deixem um rastro a ser seguido, para que todos possam percorrer um caminho sem pedras.

Qual a solução? É simples: pense sempre positivamente e veja o lado bom em tudo e em todos na vida.

Prenda-se a isso e, além de ser bem-visto na sociedade, aprenderá mais com os acertos dos outros do que com os erros em que focou para que pudesse criticar!

 

Direitos autorais da imagem de capa: ben-white/Unsplash.

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