ColunistasReflexão

Recuar em um momento duvidoso não é covardia; é sensatez!

Quem já não recuou diante de uma situação, uma resposta ou decisão? Certamente todos nós, em algum momento ainda que tenha sido só uma vez na vida. As razões que podem nos levar a recuar, são sem dúvidas inúmeras e, particular a cada um.



É muito comum notar a falsa interpretação feita do ato de recuar, como uma atitude de covardia. Em uma definição geral, covarde é alguém que deixa de agir por fraqueza, indecisão, falta de coragem. Recuar, em uma definição mais abrangente é mudar de ideia, ceder, hesitar, retirar.

Tendo claro estas definições, fica mais fácil entender que recuar não é um ato de covardia e sim de coragem, inteligência, que também se faz presente a emocional; é uma percepção apurada de que não é o momento de falar ou agir frente ao que não consideramos adequado, ou não nos sentimos preparados.

Aprendemos desde a nossa infância, que não enfrentar as situações da vida é um ato de covardia. Associamos então, que sempre que tivermos a necessidade de recuar, estamos sendo covardes diante das nossas próprias necessidades. Acabamos criando um grande conflito em nós, diante da possibilidade de recuar, porque não queremos ser vistos como covardes. É impossível não enfrentarmos situações onde o melhor a fazer é recuar para repensar, avaliar novas estratégias, nos reservar e até recompor as forças para depois voltar com mais chances de acertar.


O covarde não recua, mas foge de uma situação que ele não se interessa mais porque já teve todas as suas vantagens sem se preocupar com nada, ou até mesmo por medo de enfrentar ou se expor em uma opinião.

Quando recuamos de dar uma resposta em uma conversa ou até uma discussão, estamos usando de sabedoria, reservando-nos ao direito de não dizer o que poderá vir a ser mal interpretado, ou porque queremos simplesmente avaliar melhor sobre o que responder.

Não tomar nenhuma decisão em um momento duvidoso, é um ato sensato e não covarde. Recuar é sem nenhuma dúvida um bom sinal de maturidade, sabedoria e muita coragem, não tendo nada a ver com desistir ou se acovardar.

Enquanto usarmos desse método, como meio de avaliar uma situação certamente acertaremos mais, ao invés de insistir para não ser visto como covarde.


Gil Epifânia

Que o amor venha… Sem medos, segredos, limites e receitas…

Artigo Anterior

A maturidade nos faz mais exigentes para os relacionamentos!

Próximo artigo

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site.