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Romantismo hoje…

Sinto falta do romantismo, de ver as pessoas acreditando no amor e demonstrando amor. Bilhetes, cartas, flores ou mimos com valor sentimental e não financeiro. Declarações públicas, serenatas… O dom de saber o momento certo de cortejar alguém, de avançar nos sinais, o respeito, a paciência…



Os que mantêm uma fagulha do romantismo trocam mensagens apaixonadas no WhatsApp, Twitter ou Facebook no lugar dos bilhetes e cartas. As flores e mimos foram substituídos por links de vídeos ou imagens virtuais.

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As declarações públicas viraram posts no Facebook, enquanto as serenatas deram lugar a áudios no SoundCloud ou vídeos no YouTube. O olho no olho foi trocado pelas telas em conversas de webcam no Skype, os sussurros arrepiantes no pé do ouvido por telefonemas rápidos.


E mesmo essas pessoas, usando da modernidade para namorar, até porque muitas dessas pessoas namoram à distância, são taxadas como ridículas, bregas, antiquadas. Hoje em dia se você diz publicamente amar alguém não falta gente para criticar.

Tantos avanços criaram um ser humano mais frio, mais impaciente, mais sexual. Romantismo virou sinônimo de tolice para uma maioria que nem paquera mais, já “cai matando”, imaginando primeiramente a outra pessoa sem roupas e muitas vezes desfrutando de um corpo cujo dono nem se sabe o nome direito.

Outra parte dessa mesma maioria que desacreditou da magia do romantismo, e sobretudo do amor, prefere qualquer outra coisa a namorar, seja por um relacionamento anterior que não deu certo ou simplesmente porque estamos sendo educados a não mais amar.

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O que tenho visto é a procura por relacionamentos baseados em comodidades. O mundo das facilidades tem criado pessoas que não cogitam a ideia de lutar para ficar com alguém. É muito fácil pedir uma pizza, pagar contas pela internet, subir ao último andar de um prédio de elevador ou escada rolante, encontrar uma música, um livro, uma série, um filme… Chegar a um destino com o uso do GPS ou encontrar uma cidade no Google Maps.

Portanto, se tal pretendente tem qualquer detalhe que soe como difícil de transpor para ter uma chance, o descarte é certo. Entretanto, pessoas não são pizzas, não são contas a pagar, não são andares de um prédio, não são produtos. O GPS não vai dizer prontamente a quem amar tampouco o Google Maps vai mostrar a pessoa que pode amar e ser amada por você.

É nessas horas que o romantismo entra, ou deveria entrar regado a sentimento, disposição, tentativa e esperança.


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