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Se não foi quando poderia ter sido, então, esqueça, deixe-o ir em paz

De repente, o reencontro. Décadas depois. Aquele frio na barriga e arrepio na espinha. Os olhos se encontram. As palavras ficam presas na garganta.



Tanta coisa a ser dita e dúvidas a serem esclarecidas. Foi amor? Nem houve chance ou tempo. Foi tão curto e furtivo o momento. Mas jamais esquecido. Mas só por isso, pelo leque de chances que abre, que se mostra tão encantador.

O fato de não sabermos o que seria se nos faz engasgar. A conjunção condicional “se” cria um mundo de oportunidades possíveis. Será que teria sido o amor perfeito, o parceiro ideal? Será que seria uma bela história de amor romântico e perfeito? Tantas dúvidas nos assolam com o que poderia ter sido, e não foi.

Nossa vida real e atual fica posta à prova, como se não fosse boa. Mas é que comparada com o que podia ter sido, e não foi, pode parecer-nos agora tão pequena, tão sem amor (daqueles amores perfeitos), tão sem graça. Será que se tivesse ficado com ele, tudo seria tão diferente e melhor? Será que estaria muito mais feliz?


E a imaginação divaga… Onde será que moraríamos? Teríamos mais ou menos filhos? Estaria eu menos acabada e cansada e mais bonita e jovial? Estaria mais feliz do que estou agora?

Claro que nunca haverá respostas para essas perguntas, pois nunca saberemos o que teria sido. Mesmo que recuperemos o tempo perdido e reatemos com algum desses fantasmas de nosso passado, nunca será igual, nunca será como foi da primeira vez, nunca será como teria sido, e não foi.

Melhor se contentar com o que foi e acreditar que o que poderia ter sido e acontecido, e não foi, não era para ser assim mesmo. Era para ter passado e só passado pela nossa vida, e não ter ficado. Melhor encerrar esse capítulo de nossa história e partir para outra. Desenterrar amores antigos, vividos pela metade ou encerrados antes da hora não trará a felicidade perdida. Nem pensar arriscar a felicidade de agora por uma nostalgia momentânea, por essa dúvida cruel que é o que poderia ter sido, e não foi.

Definitivamente, o lugar dos amores perfeitos e não vividos é a nossa memória afetiva, onde podemos imaginá-los lindos e maravilhosos, intensos e profundos, românticos e viscerais, aqueles amores que só se veem no cinema. Em nossas fantasias, seus beijos são longos e ardentes, são de tirar o fôlego, o encontro dos olhares é penetrante e hipnótico, os abraços são indescritíveis, a sensação de que se encontrou a alma gêmea, o único verdadeiro amor de nossas vidas. Isso tudo em nossos sonhos.


Portanto, no delicado momento desse perigoso reencontro, mantenha sua cabeça no lugar, na Terra.

Não permita que sua imaginação lhe pregue uma peça, não ponha tudo a perder por uma fantasia do passado. Se não foi quando poderia ter sido, então, esqueça, deixe-o ir em paz.

No máximo, dê-lhe um sorriso. Meio sorriso eu recomendaria.

E muito cuidado com o contato visual, para não se perder hipnotizada no olhar dele.


Confie no tempo, confie em Deus… os anjos do Senhor protegem você o tempo todo

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