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Segure nas mãos de Deus e vá na fé, vá na coragem. Ele sabe o que é melhor para você!

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Decidi não olhar para trás e seguir acreditando. Foi uma decisão corajosa em meio a um vendaval de coisas mal resolvidas em minha vida. Sim, coisas mal resolvidas.

Certa vez, uma pessoa postou “ela não resolve nem a própria vida, e fica querendo ajudar os outros”. E pensei, uau, é verdade, preciso me resolver, e comecei tirando tudo que não era favorável para as minhas resoluções urgentes.

Comecei deletando pessoas que não agregavam, e ignorando fatos que não agregavam também.

Ajeitei meus armários emocionais, que estavam uma bagunça, tirei os lixos afetivos que guardei por anos, tentando preservar uma boa imagem da minha pessoa, mas que de fato estavam me fazendo fugir de quem eu era.

Então apostei na fé, segurei nas mãos d’Aquele que me coloca de pé e fui me encorajando a não ser mais a mesma e a colocar pontos finais onde, por insistência e até covardia comigo mesma, mantive na minha história com um tal “até breve”, “até um dia” ou “a gente se esbarra por aí”.

Êta, que liberdade bacana, né? A vida não nos prega peças, nós é que ficamos desenhando capítulos em cenários que não são nossos.

Deixe-me lhe dizer uma coisa: os jardins não florescem o ano todo, não e, cá para nós: temos mais é que cuidar do nosso, sabendo passar pelas estações sem desanimar.

O mundo encantado de Alice acaba quando ela percebe que tem um caminho longo pela frente e, para ser amada, precisa aprender a se amar. E ele acaba quando ela acorda e descobre a própria identidade.

E, para completar, lá vem o chapeleiro com o seu tom de quem já viveu muito, dizendo-lhe que as melhores pessoas são as mais loucas.

E eu cá diria que as melhores pessoas são as que vivem de verdade, entre alegrias e tristezas, mas vivem pelo que fazem de honesto consigo mesmas e com os outros.

 

Publicado originalmente em Cecilia Sfalsin.

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Atitudes valem mais que belas palavras, mil “eu te amo”, milhões de beijos e abraços

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