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Sem vergonha de ser feliz mulher! – 1 – o início

Uma breve introdução à história da sensualidade feminina.


Apesar dos ideários modernos de igualdade entre os sexos, a sexualidade feminina ainda encontra-se historicamente marginalizada.
 

A sexualidade em geral se encontra em uma transição enorme, e digamos que a feminilidade em todos enfrenta marginalização em geral.
 
Homens que não se identificam com valores de ” homens” são marginalizados, homossexuais e transexuais, todos que não se adaptam aos padrões da sociedade vigente aonde vivem.

 
Mas ainda é mais a sensualidade feminina que vem sendo oprimida e marginalizada durante os milhares de anos de vida na terra.
 

Ou somos santas e mães, ou somos perversas e depravadas.
 
Vale adicionar aqui, que hoje, nesse momento na mesma terra existem culturas tão diferenciadas que em algumas culturas, as mulheres estão assumindo a igualdade entre os sexos de forma admirável, em outras culturas o poder sobre os homens e em outras culturas mais desassociadas dos padrões da época ainda existem noivas de 8 anos que são casadas com homens acima de 40 anos.

 
Em uma cultura é aceitável uma mulher sair de top e mini saia e tomar todas em um bar, na outra são obrigadas a se esconder embaixo de uma burca e nunca olhar diretamente um homem.
 

No início da história da civilização que conhecemos as mulheres eram adoradas e a sociedade era matriarcal.
 
A mulher garantia a sobrevivência da espécie, pois gerava filhos e filhas, os amamentava e nutria, até serem fortes o suficientes para existirem por si mesmos.

 
Onde perdemos o fio da meada neste labirinto patriarcal de hoje?
 

Vamos começar nossa viagem sobre a sensualidade feminina com um breve relato histórico:
 
Os seres humanos primitivos para a nossa noção de hoje não sabiam que os machos doavam a semente à fêmea, para eles o fato das fêmeas reproduzirem filhos era algo mágico e intocável, que garantia às mulheres a vida e proteção, pois os machos as temiam.

 
Ainda não existiam as famílias nem as organizações sociais como conhecemos , quando uma fêmea entrava no cio ia por escolha própria para a savana, se colocava de quatro no cerrado e exalava seus hormônios para atrair os machos, alguns machos a copulavam, pronta a cópula a fêmea voltava para estar junto com as outras fêmeas e ter o seu bebê, que era criado e nutrido pelas fêmeas.
 
Éramos cobertos de pelos e durante o processo de evolução o canal vaginal da mulher muda de estar acima ( mais para trás do que é hoje) para o centro entre as pernas, deixamos de ter tantos pelos e a cópula na posição de quatro fica mais difícil.
 
O macho passa a virar a fêmea durante a cópula, nascendo a posição sexual que chamamos papai-mamãe.
 
Podemos até dizer que foi através desse impulso que nasceram as famílias.
 
O primeiro contato se estabelece entre o olhar do macho e da fêmea.
 
O macho reconhece a fêmea, e sabe que a cria é dele.
 
Nasce assim aos poucos o princípio da família – os machos decidem estar com a fêmea pelo simples princípio da sobrevivência da espécie, e algo mais passa a existir embora remoto e complexo do qual se desenvolvem as relações sentimentais.
 
Os homens percebem-se como parte do processo de criação de vida, pois notam que sem a cópula não existem bebês e que enquanto uma fêmea está sob a ação dos hormônios da gravidez e pós parto está sensível e completamente concentrada em nutrir a nova vida.
 
Através do aumento da população e a busca por comida, começam as lutas por território, os homens como defensores da tribo são os que saem, caçam, lutam, enquanto as mulheres se relegam mais e mais ao papel de ficar em casa, nutrindo as crianças e bebês, cuidando da horta, cozinhando e mantendo a harmonia com os idosos.
 
Um sistema de sobrevivência funcional enquanto o desejo de poder e a industrialização não existiam.
 
Com a chegada da industrialização e das guerras, o número crescente da população varia dependendo da area do globo aonde habitam, com o advento das guerras e a falta de homens, muitas mulheres não tiveram outra escolha senão a de começar a trabalhar.
 
O trabalho semi escravo, mas remunerado para algumas, fosse com dinheiro ou comida, ou proteção para os filhos, garantiu um início do longo caminho de re-conquistar nosso poder como fêmeas.
 
Mulheres que trabalham não são mais completamente submissas sexualmente a seus maridos, ou a seus pais, irmãos, religião – não passam de uma gravidez a outra sem pausa, livrando-se assim do ciclo de estarem sempre grávidas ou amamentando, ou cuidando de crianças pequenas, pois até então, mulheres em idade reprodutiva estavam sempre grávidas ou cuidando dos seus filhos pequenos.
 
O que as colocava em uma situação muito sensível – qual de nós não sente o mesmo quando estamos grávidas e logo após o nascimento do bebê aonde nos concentramos na nutrição da vida?
 
Em muitas sociedades ainda hoje, as mulheres são tratadas como objeto, pertencem ao pai e depois ao marido, que tem o direito absoluto sobre elas, sobre suas vidas, ou sua morte, ainda lemos histórias ou escutamos nos noticiários de casamento infantis, aonde a noiva tem oito anos de idade, histórias aonde mulheres são vendidas como escravas sexuais,ainda faz parte deste mesmo mundo aonde vivemos que a mulher ganhe menos exercendo a mesma função que um homem, que o trabalho da mulher seja menos valorizado que o trabalho de um homem.
 
Essa estória começou a mudar com a chegada das pílulas anticoncepcionais.
 
Sem ter que estar grávida o tempo todo cuidando de um bebê sob a ação dos hormônios da gravidez e da amamentação a mulher passou a fazer suas escolhas.
 
Aqui começou uma revolução.
 
Mesmo antes de queimarmos nossos sutiãs em público.
 
Noeli Naima.

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