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Ser maduro(a) é assumir total responsabilidade por nossas escolhas e por nossa vida

Nem só de dias nublados vivemos nesta terra. Há dias de chuva também, e carregados de tempestades, com raios e trovões, como os dias de sol e os dias floridos para balancear a nossa natureza.



Seria de tamanha insensatez dizer que jamais viveremos dias bons; por mais nublado que esteja o dia agora, pensar no amanhã requer focar a mente no desejo de realizar o que se quer. Como quer ser, onde estar, com quem estar. É sobre isso que se reescreve a nova vida. Em “como quer estar” e não em “como fui”.

Passado são recordações, memórias, é aprendizado. Se foi bom? Ótimo! Baseie-se nele para continuar tendo dias ótimos. Se foi nublado, ótimo também, porque é aí que está a chave da virada da vida: não querer para o futuro o passado que viveu!

As estações do ano, primavera, verão, outono e inverno, são o que chamamos de ocasião, época, ensejos, oportunidades. Nós somos as estações do ano. Basta olhar para dentro um pouco e perceber que, por muitas vezes, viveu as quatro estações em um dia só, ou durante a vida passou pelas quatro estações. Já viveu dia nublado (outono), dia alegre (verão), dia tenebroso (inverno), dia de esperança (primavera). A natureza vive em cada um de nós.

A minha pergunta é: por que insiste em permanecer numa única estação, se tem quatro para equilibrar a vida?

Por mais que queira mudar de vida, de situação, é compreensível sentir-se amarrado, travado, afinal é o que foi lhe apresentado, é a condição que lhe foi imposta. Mas a sua mente é que tem o controle das estações. Se até aqui não conseguiu ter o equilíbrio que deseja, talvez seja a sua falta de foco no futuro que não o deixou experienciar outras coisas.


Usei a metáfora das estações e fiz essa analogia, porque é assim que somos no dia a dia. Um dia acordamos bem; noutros, não; um dia fazemos coisas que não nos agradam; noutros, o que nos agrada. Um dia aceitamos calados o que fazem conosco e permanecemos aceitando. Uma relação abusiva se inicia quando você aceita passivamente o desejo do outro, a imposição do outro mesmo ferindo você. Ser complacente com o que fazem com você é dar permissão para o sacrificarem ou endeusarem, e a escolha sempre será sua!

Não existe meio-termo quando falamos de sentimentos – ou você sente ou não sente.


No ápice da imaturidade, descobre-se a verdadeira razão para recomeçar.

A maturidade começa a despontar quando entendemos que temos poder de decisão e o usamos a nosso favor. Eu decido o que há de melhor nesta vida para mim, eu escolho as melhores coisas para mim, eu sou o que há de melhor neste mundo.

Porque, se não temos a certeza de que somos melhores, nunca teremos o que há de melhor. Se você não acreditar em você, o que o faz crer que alguém acreditaria?

A única verdade está na sua mente, nos seus anseios, nos seus desejos. Só você poderá viver isso, porque ninguém sabe mensurar o tamanho dos seus sonhos. Ninguém vive o sonho alheio. Se alguém lhe disser isso, é uma mentira! Você pode participar do sonho alheio, mas foi desejo dele e não seu.


Viver o seu sonho é realizar o que existe de mais íntimo, e só você o conhece.

E então, vai continuar vivendo o sonho alheio?


Não me contento com migalhas. Sou mulher madura, capaz de dar a volta por cima, graças a Deus!

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