Seu coração quer, mas seu psicológico não aguenta mais

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Pode ser que você se encontre assim: de um lado, seu coração querendo continuar com esse relacionamento, mas, em contrapartida, seu psicológico está completamente saturado, no limite da exaustão.



É comum esse conflito, essa indecisão entre ir ou ficar.  A emoção lhe abre um baú de memórias lindas, por vezes antigas, e as projeções que vocês dois fizeram de envelhecer juntinhos, de viajar. Até os nomes dos gatos e cachorros que vocês teriam no futuro existem.

Como abrir mão disso tudo? Como lidar com o buraco que vai ficar na alma, no caso de uma ruptura?

Por outro lado, a razão lhe mostra um estado psicológico fatigado por brigarem sempre pelos mesmos motivos. E você já entendeu que isso não vai mudar, pior ainda, a situação só piora com o passar do tempo.

Vocês andam em círculos, e não se trata de divergir por questões novas que surgem, nada disso, são as mesmas picuinhas de sempre.


Ciúme, possessividade, cobranças baseadas em paranoias, necessidade de controle, insegurança, contatinhos, hostilidade, indiferença, desconfianças, mágoas atuais e do passado mal elaboradas, acúmulos de crises que nunca foram resolvidas, porque preferiam fazer vista grossa e tentar resolver tudo na cama. Esse é o pacote que muitos casais têm em mãos, neste exato momento.

São pessoas exaustas, que perderam o fio da meada, faz tempo. Elas têm a sensação de estar se debatendo dentro de uma areia movediça.

No fundo, quem está passando por isso sabe o que fazer. A pessoa chegou à fase atual na expectativa de que fosse ocorrer uma mudança na relação. As expectativas foram frustradas e ela se sente em meio a um desmoronamento. Essa bagunça que a relação apresenta é o que tem para hoje, para amanhã e para o futuro, caso decidam empurrar com a barriga.


Há dois caminhos: romper e sangrar horrores agora, e entrar no processo de cura em seguida. Ou continuar nessa gangorra: um dia feliz seguido de cinco dias de insônia e angústia.

Na primeira opção, você sofre no atacado e se recupera. Na segunda opção, a pessoa vai morrendo por dentro, às prestações, acumulando rancores e petrificando amarguras.

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