Sobre o medo de amar de novo, de sentir demais e mergulhar de vez nas suas emoções

Sei, eu sei que dá medo perceber que algo o ocupa de dentro para fora, transbordando de vontade, fazendo você sentir saudade de alguém que você conversou há um minuto.

Eu sei que dá medo, aquela sensação que apavora! Você quer ficar, mas passa um filme na sua cabeça de todas as pessoas que já passaram por você e não souberam compreendê-lo(a).

Eu sei que o medo às vezes o faz pensar em fugir, e antes de dormir você pensa uma, duas, dez vezes se vale a pena realmente se abrir porque as pessoas parecem não saber lidar.

Eu sei que dá um medo, um medo danado de sentir demais e perder o equilíbrio que você tanto lutou para conquistar, depois da corda bamba que foram as suas últimas relações.

Medo de esquecer a racionalidade e mergulhar de vez nas suas emoções, que são sempre intensas demais, que não somente ocupam o seu peito, mas o seu corpo inteiro e também todo o espaço ao seu redor e tudo o que você toca.

Eu sei que dá medo enxergar as coisas em proporções maiores, querer conversar sobre tudo e ao mesmo tempo se perguntar: será que tô falando demais?

Eu sei que dá medo de que o outro não queira mais, justo no momento em que você quer tanto!

Dá medo quando você percebe que sai de casa querendo nunca mais sair de perto do outro, e quando você volta, a ansiedade o consome.

Eu sei que dá medo porque os outros o estraçalharam com promessas incertas e expectativas gigantescas. e por mais que você tenha certeza do que sente aí dentro, eu sei que dá medo de dizer tudo o que sente, e, de repente, o outro ir embora.

Porque é sempre assim: você conta o que sente e, no outro dia, a sua mensagem não é mais respondida.

Mas fale, sinta, seja assim. Porque não importa somente o quanto você queira, melhor ficar com quem o queira também.




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