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Solidão: estado de recolhimento da alma

A solidão é um estado de recolhimento em que nos sentimos sós, deprimidos, a alma grita por socorro. É um estado que assusta por exigir de nós observação, isolamento, ponderação. Ela nos leva a refletir, lidar com nossos sentimentos, apurar ressentimentos, mágoas, escutar Deus para encontrar uma direção.



Sua presença é notada, quando o vazio vem incomodar, a alma se sente carente, abandonada,  a mente vaga à procura de respostas que só a gente pode dar.

Assim temos oportunidade de nos reavaliarmos, saber por onde recomeçar, melhorar nossa forma de vida, ter paz, ser feliz, pertencer a si mesmo.

Muitas vezes não queremos enxergar que algo está errado, disfarçando a inquietude, sorrindo entre os dentes, mas, por dentro, só Deus sabe!

O corpo começa a dar sinais de descaso, esgotamento físico, insônia, agonia, já não dá mais para continuar, comprometemos nossa qualidade de vida.

Para compensar, dizemos que tudo vai passar, mas, na verdade, o vazio começa a incomodar e como consolo a tristeza vem reclamar.


Lá no fundo, sabemos o que remoemos, pois o mal nos atinge, a dor nos consome. Em muitos casos o problema é interno, orgulho ferido, falta de fé aliada ao despreparo, falta de propósito, respeito por si mesmo.

Fazer o que tem que ser feito, mudar o que precisa ser mudado, só depende de nós.


É fato que a solidão sempre tem algo a nos ensinar. O coração quer comunicar e os sentidos estão a gritar.

Ela tem também o lado bom, quando nos leva a priorizar quem somos, cultivar o amor-próprio, fazer o que nos faz bem, curtir nossa casa, estar com a família, brincar com o cachorro, ver um bom filme, assistir à sessão da tarde, ler um bom livro, tomar café com pão de queijo, caminhar, deitar na grama etc.

Os melhores e mais belos momentos da vida estão nas coisas mais simples. Nem sempre é preciso estar acompanhado para se sentir feliz, tem muita gente por aí que mesmo rodeado de pessoas se sente só.

A vida é maravilhosa para quem sabe viver compreendendo que a felicidade somos nós quem fazemos, escolhemos a solução é pessoal, individual, é amar-se, valorizar o importante (Deus em primeiro lugar, porque o resto vem por acréscimo).

Se a mente está fraca, o espírito adoece, a alma empobrece e o corpo padece. Devemos nos ocupar do que acrescenta: meditando, constelando, unindo o útil ao agradável.

Enfrente a solidão, aceite-a como uma conselheira transformadora que faz enxergar vícios, dependências, amadurecendo-nos após as experiências sofridas, dolorosas que, com o tempo, passarão, mostrando a saída, o caminho da renovação.


Direitos autorais da imagem de capa: wall.alphacoders / 539779

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