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Sumir nem sempre é estratégia, sumir também é autopreservação. Pausas são necessárias. Ame-se mais!

O silêncio não é estratégia, mas preserva a nós e resguarda o outro de nossas emoções negativas. Ele não quer mandar recados, mas dizer-nos o que precisamos aprender.



Às vezes, é preciso machucar um pouco mais nosso coração, deixar rolar um tanto mais nosso pranto, doer um pouco mais nosso corpo e silenciar mais a nossa mente para enfim voltarmos à superfície.

Às vezes, a gente está tão perdido e confuso internamente com a gente mesmo, que prefere se afastar para não machucar o outro. Esse é um gesto de amor também.

Porém, na era dos joguinhos, blocks e cancelamentos, sumir do mapa, silenciar ou deixar de procurar alguém parece ser unicamente estratégia ou desinteresse, mas muitas vezes pode ser autopreservação e responsabilidade afetiva consigo mesmo.

Nem sempre o amor é um terreno de paz e sintonia. Muitas vezes, é um campo minado de dor e desentendimento, e mesmo havendo afeto, em algum momento, necessita de trégua – silêncio, recolhimento e distanciamento – para então se tornar lugar de acolhimento.


Algumas coisas são muito nossas. Incomunicáveis. E estar em paz com esse emaranhado de nós também é equilíbrio. Pausas são necessárias. Silêncio e recolhimento também. Não se culpe por buscar a paz que você necessita para se ter de volta. Você importa.

Eu não poderia estar bem com você, se ainda não estou bem comigo. Está tudo embaralhado aqui dentro. Fez-se noite ao meio-dia e, na madrugada, desperto como se fosse hora de acordar.

Não sei se quero nós dois novamente ou se me apeguei à ideia de que amo continuar amando você. Está tudo bagunçado aqui dentro. Como um quebra-cabeças de mil peças, vejo-me montando o contorno e as bordas, mas o centro continua confuso e indefinido. Está tudo embaralhado aqui dentro.


As coisas têm a hora certa de chegar. Não se torture com meu silêncio nem imagine que faço dele um jogo. Ainda que eu nada diga, é como se eu sempre dissesse alguma coisa. A verdade é que o casulo é lugar de mudança e restauração, e troco o orgulho e a vaidade pelos recomeços.

Às vezes, é preciso machucar um pouco mais nosso coração, deixar rolar um tanto mais nosso pranto, doer um pouco mais nosso corpo e silenciar mais a nossa mente para enfim voltarmos à superfície. Cada um tem seu tempo e seus processos, mas a cura sempre chega num momento ou outro.

Mas então chega o domingo, e domingo é dado a silêncios, e me traio querendo sair do meu casulo sem estar pronta para os recomeços, e me contradigo querendo saber notícias suas e do mundo, e me desminto desejando trégua do meu afastamento.


É preciso suportar os domingos. É preciso estar em paz com a falta de respostas.

Entre a ruptura e o reencontro, busque o silêncio. O silêncio que não pune, mas cura. O silêncio que não joga, mas nos permite redimensionar os fatos. O silêncio que não é estratégia, mas nos preserva e resguarda o outro de nossas emoções impulsivas e negativas.

O silêncio que não quer mandar recados, mas dizer ao nosso ouvido aquilo que precisamos aprender. O silêncio que não tem a intenção de torturar ninguém, mas de nos ajudar a decidir os rumos de nosso coração.


Poderosos salmos contra os inimigos. Renove sua fé e liberte-se dos falsos amigos!

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