“tirar a amizade da vida, é tirar o sol do mundo!”

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“Tirar a amizade da vida, é tirar o sol do mundo.” – Cícero.

Que os amigos são muito importantes em nossas vidas, nós já sabíamos, mas e toda aquela história sobre solidão, introspecção, autoiluminação, etc.?



O retiro para mergulho no seu “eu” interno é, com toda certeza, um grande passo na evolução individual, uma vez que nos despimos de certos valores, bloqueios e experiências estritamente sociais e passamos a conviver exclusivamente conosco.

No entanto, uma coisa é fato: todos os grandes humanos que demonstraram, ao longo dos séculos, ter uma grande elevação moral e um altíssimo conhecimento de si mesmo, inevitavelmente, doaram-se bastante à sociedade, prestando serviços inestimáveis ao aperfeiçoamento do próximo.

Se pensarmos muito superficialmente, a amizade inevitavelmente terá de ser recíproca para que ocorra, mas na verdade uma pessoa pode sentir amizade por muitas, sem que nenhuma destas tenha por ela o mesmo sentimento.

A amizade pode ser classificada como um dos disfarces do amor, já que é devoção, afeição, estima. Sentimos a grande importância da amizade porque somos seres que possuem uma ligação inquebrável e divina uns com os outros, dessa forma temos a inegável vontade de compartilhar e participar ativamente na vida de outras pessoas: para humanos ordinários, apenas das pessoas que consideram amigas (um pequeno círculo ao qual escolhem dirigir seu amor); para grandes humanos, toda a humanidade.


Segundo Christopher McCandless, “Alexander Supertramp”, um estadunidense cuja vida foi retratada pelo livro Into the Wild, que inspirou o filme homônimo (“Na Selva Selvagem”, no Brasil – vale muito a pena assistir), “a felicidade só é real, quando compartilhada”.

É importante frisar as condições em que ele chegou a essa conclusão: após abandonar os padrões da sociedade e viajar por grande parte do território dos Estados Unidos, isolou-se no Alasca por um período, até morrer, deixando em seu diário, além de outras frases, a citada.

Apesar de entender a felicidade como um estado latente em nossa alma, é forçoso reconhecer que sozinhos, sem compartilhar com nenhuma outra pessoa nenhuma experiência (em nenhum dos planos), na realidade é como se nunca tivéssemos existido.


O que nos torna reais, participativos, o que de fato nos preenche, é a amizade, a partilha, a troca de informações com outros. O ser humano é, como já disse, por essência um ser ligado a todos os outros, dado que todos nós temos origem em um imenso oceano de amor, onde está latente nosso “eu superior”, que aos poucos vai se acordando, à medida em que realizamos nosso progresso e entendimento além da matéria.

Por outro lado, de fato, nenhum desse progresso adiantaria, se fosse algo egoístico, particular, apenas para si. A beleza de toda essa busca está justamente no compartilhar, no somar, no expandir.

Tirar a amizade da vida é como tirar o sol do mundo, porque sem a dualidade, a contra-partida, todas nossas realizações, seriam inertes, sem movimento, sem graça e sem luz.

A beleza da vida está na amizade, na devoção, na afeição, no amor. Apesar da grande satisfação que temos em compartilhar coisas materiais, faço um convite: elevem o nível de amizades que possuem com outras pessoas através da caridade moral, compartilhando conhecimentos e sabedoria, pois assim traremos mais sol ao mundo do outro e, consequentemente, também ao nosso.

É tempo de dividir alegrias, contentamento, moral, progresso, enfim, nossas virtudes. Apenas dividindo, conseguiremos multiplicar, porque ao dividir, ao contrário dos números, não diminuímos, mas crescemos ainda mais.

Forte abraço e uma boa semana.

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