Toda mulher é sagrada!

Sim, toda mulher é sagrada. Talvez o curso do mundo tenha nos feito esquecer, mas nós, mulheres, somos seres sagrados, e precisamos voltar a honrar a nossa sacralidade.

“Sagrado”, segundo o dicionário, é algo “que, pelas suas qualidades, merece respeito profundo e veneração absoluta”.

E nós, mulheres, honramos o nosso sagrado quando saímos do papel de vítimas de uma sociedade doentia e nos colocamos como protagonistas da nossa própria história; quando assumimos as rédeas da nossa existência e passamos a tomar as decisões nos colocando, sempre, em primeiro lugar; quando não ficamos esperando que o governo, o(a) nosso(a) parceiro(a), os nossos chefes, os nossos pais ou os nossos filhos nos reconheçam e nos valorizem, porque nos damos conta de que, na verdade, isso não importa, não é necessário.

Nós honramos o nosso sagrado quando compreendemos que o que necessitamos, verdadeiramente, é de nós mesmas nos darmos conta do valor inestimável e indiscutível que temos, independentemente de qualquer circunstância.

Honramos nossa sacralidade quando compreendemos que não precisamos ter um (a) companheiro (a) para vivenciar o amor, sendo que qualquer pessoa que, eventualmente, venha a seguir a caminhada ao nosso lado poderá apenas complementar algo que já nos é inerente.

Nós nos honramos quando paramos de nos culpar por tudo o que envolve os nossos filhos e entendemos que, pelo simples fato de termos lhes dado a vida, somos honradas, sendo que sempre fazemos o melhor que podemos, de acordo com as nossas condições no momento.

Honramo-nos quando tomamos por hábito assegurar um tempo, diuturnamente, para nos relacionarmos com as nossas emoções e fazer coisas que nos fazem bem quando paramos de sufocar a necessidade de viver um processo contínuo de autoconhecimento e de ouvirmos os anseios da nossa alma para nos alinharmos com o nosso propósito de vida;

Refrescamos o nosso sagrado quando lembramos ser fruto da união dos nossos aspectos físico, mental, espiritual e emocional, com todas as suas singularidades, o que nos torna um ser único neste vasto universo e, por isso mesmo, especial!

Nós nos honramos quando lembramos, diariamente, que não precisamos ser uma super-heroína (como os outros, às vezes, esperam) para sermos uma mulher maravilha, sendo que dividir tarefas, ao invés de um sinal de fraqueza, pode ser um sinal de sabedoria.

Nossa sacralidade é honrada quando nos aliamos umas às outras para trocar experiências, compartilhar frustrações e perceber que podemos aprender com os erros umas das outras, sentir alívio por vermos que os nossos dilemas não são exclusivos e compreender que, afinal, está tudo certo.

Quando verdadeiramente aceitamos que cansar é algo absolutamente normal e que pedir um tempo e buscar ajuda quando necessário é algo fundamental para reequilibrarmos nosso eixo e irmos ainda mais longe e quando agimos assim, nós nos honramos.

Honramos nosso feminino quando nos libertamos dos padrões em todos os âmbitos da nossa vida e nos tornamos sinceramente indiferentes à opinião alheia, abrindo-nos para o novo e seguindo o caminho que faz o nosso coração vibrar.

Quando, definitivamente, abrimos mão dos julgamentos de todo gênero, policiando-nos para não os emitir (ainda que mentalmente) e não permitindo que os outros nos dirijam nenhum.

Exacerbamos nossa sacralidade quando, finalmente, compreendemos que querer ter o controle sobre tudo o que nos cerca apenas nos traz angústia e ansiedade, e passamos a nos entregar ao acaso, permitindo o fluxo da vida e nos deixarmos surpreender;

Enaltecemos nosso sagrado quando passamos a vivenciar, verdadeiramente, nossa conexão com o Divino, seja de que forma for,  acendendo o sol que mora em nosso coração e nos fazendo, pois, resplandecer em luz e amor.

Mas, notadamente, honramos nossa condição de seres sagrados quando nos reconhecemos conectadas umas às outras e nos tratamos como irmãs, deixando de lado inveja, competições e ciúmes para, juntas, sentirmos a força da nossa união e o fato de ser, todos os dias, uma excelente oportunidade de celebrarmos a nossa existência!


Direitos autorais da imagem de capa: Vinicius Wiesehofer on Unsplash




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