Tudo na vida é emprestado!

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Sim! Isso mesmo! Você já parou para pensar que a única certeza que temos na vida é que vamos morrer? Uma vez que estamos aqui de passagem, que sentido faz querermos acumular bens materiais? Aliás, “ficarmos apegados” a qualquer coisa não faz bem a ninguém.



Cá estou eu, bem diante de mais uma mudança de casa (a terceira em dez meses). Diante desta nova mudança a única certeza que tenho em mim é: tanto faz o que levarei de físico comigo, porque o essencial está dentro de mim. O necessário é simples e aprendi que quanto menos apego eu tenho, mais feliz eu sou, simplesmente por não lutar contra o ciclo de “ir e vir” da vida. Isto também serve para as relações.

Você pode pensar: – Ah é fácil de falar mais difícil de fazer. Então pensemos na passagem da infância para a adolescência. Eu me lembro muito bem que aos meus catorze anos me senti na obrigação de me desapegar dos meus brinquedos.

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Não porque eu não os amava, mas sim porque seria uma injustiça com eles eu os guardar em uma caixa no armário se podiam fazer outras crianças felizes. Aquilo me doeu, mas em nossa conversa final eu lhes expliquei exatamente o que eu estava fazendo:

– Queridos brinquedos, obrigada por fazerem parte da minha vida por tanto tempo. Nossos momentos felizes e divertidos ficarão guardados em minha memória para sempre. Mas agora, é hora de vocês fazerem outras crianças felizes e tenho certeza que cumprirão bem este papel, como fizeram comigo. Eu, nesta nova fase da minha vida, também encontrarei novos brinquedos que alegrarão meus dias. Se eu os guardar em uma caixa no armário, vocês não ficarão bem e eu também não por não lhes dar sua utilidade. Então sigamos fluindo com a vida… Nossa parceria até aqui foi perfeita, agora, cada um seguirá com seu propósito.

E assim foi! Bonecas, jogos e bichos de pelúcia foram substituídos por rádio, computador, CD’s e diários. Mais tarde, o PC foi substituído pelo laptop, o rádio pela caixinha de ipod e a prateleira de CDs por livros. De repente, de um quarto de adolescente, me vi dona de uma casa com armários com diversas categorias. Ou seja, meu trabalho de desapego se multiplicou fenomenalmente. Mas, aprendi que se busco constantemente estar atenta a “todos meus brinquedos” e dar-lhes sua utilidade, minha vida simplifica. Se não me são úteis, também já aprendi que há outras pessoas por aí para quem eles servirão.


Nos relacionamentos acontece o mesmo, porém muitas vezes sentimos mais dificuldade em aceitar este fato e criar espaço para a pessoa ir. Seja o filho, o marido, o colega do trabalho, ou o amigo que está indo morar longe. A vida está aí para nos ensinar diariamente a nos desapegarmos. As borboletas nos lembram da efemeridade da vida. As árvores nos provam que apesar de perderem totalmente suas folhas no inverno, haverá novas frutas e flores no verão. Quando internalizamos este conceito, a vida se torna um ir e vir muito mais leve, menos dramático e sofrido de quando se é apegado. E

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* Matéria atualizada em 07/11/2016 às 4:18






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