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Uma mulher que se reconstruiu não negocia o seu sagrado

A mulher que se reconstruiu assusta, é óbvio, porque ela já comeu o pão que o diabo amassou, mas hoje ela escolhe a própria dieta emocional.


mulher que já foi triturada emocionalmente, e que foi capaz de se refazer não está preocupada em ter alguém ao lado apenas para prestar contas a quem quer que seja. Não mais. Ela é livre, pois quebrou as amarras da busca pela aprovação alheia. Ela se pertence.

Aquela que encontrou o próprio caminho passou a ser guiada pela bússola da própria alma, abandonou os caminhos que não a seduzem. Ela carrega cicatrizes dos espinhos nos quais pisou ao andar fora do seu propósito, mas segue plena, percebendo essas marcas como símbolos de um aprendizado.

A mulher que saiu do fundo do poço entende de humilhação, mas optou pelo perdão aos outros e, principalmente, a si mesma.


Ela aprendeu a se abraçar, a se colocar no colo e a dizer para si mesma: “Não se culpe, você fez o que conseguiu fazer naquela época.”

Foi subestimada, criticada e alimentada com migalhas, mas decidiu se levantar do chão, sacudir a poeira e iniciar um novo caminho. Ela experimentou a metamorfose, percebeu suas asas nascendo, deu-se conta de que o chão não é o seu lugar. Contudo, ela mantém os pés no chão, pois sabe que é fundamental saber onde está pisando.

Se há uma coisa que essa mulher tem de sobra é orgulho de si mesma, então ela não vai pensar duas vezes antes de abandonar situações e pessoas que ameacem o seu sagrado. Ela tem clareza do que pode negociar e daquilo que jamais vai abrir mão.

Essa mulher aprendeu que nenhuma companhia compensa se tiver que deixar de ser ela mesma. A liberdade de ser quem é não caiu do céu, foi conquistada ao preço de sangue, e essa conquista não será negociada, que fique claro isso.


Ela não quer guerra com ninguém, apenas sabe o que quer e o que merece.

 

Direitos autorais da imagem de capa: Azamat Zhanisov/Unsplash.




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