Comportamento

Abandonado pelos filhos, idoso vende obras de arte na rua para sobreviver à pandemia

O artista precisa correr o risco de se infectar com a covid-19 nas ruas da Índia para conseguir sobreviver.



A pandemia do novo coronavírus tem aumentado a vulnerabilidade social em inúmeros países. Com o aumento nas taxas de desemprego desencadeadas pela crise sanitária, muitas pessoas não têm dinheiro para pagar aluguel, alimentar-se e viver de maneira digna.

Além da constante exposição ao vírus, quem não tem onde morar fica vulnerável a tudo que acontece nas ruas. Sem roupas adequadas, sem conseguir se proteger do tempo e sem nenhum tipo de apoio, os sem-teto têm vários dos seus direitos humanos básicos feridos.

O artista Sunil Pal, de 65 anos, vive em Calcutá, na Índia, onde vende seus quadros nas ruas para sobreviver. Abandonado pelos filhos e sem receber nenhum tipo de ajuda governamental, o idoso precisa ficar nas ruas em busca de pessoas que se solidarizem com sua situação e comprem a sua arte.


Sajeda Akhtar, que já conhecia Sunil por tê-lo visto em outras ocasiões vendendo seus quadros, explica que o senhor fica naquela localidade às quartas e aos sábados, exibindo suas admiráveis obras, que incluem não apenas quadros, mas outros objetos que também carregam seus desenhos.

A Índia é um dos países que têm batido recordes, quase diários, de morte e novas infecções pelo novo coronavírus. Segundo dados da Universidade Johns Hopkins, nas últimas 24 horas, foram mais de 127 mil novos casos e quase 3 mil mortes.

Direitos autorais: reprodução Twitter/@Sajeda_Akhtar.

Especialistas explicam que, muito provavelmente, esses números apresentem apenas uma parcela da realidade, já que grande parte da população local vive na zona rural, demorando para entrar nas estatísticas oficiais. São mais de 331 mil mortes, mostrando o crescimento exponencial do número de pessoas que perderam a vida em decorrência do relaxamento das medidas sanitárias para conter o vírus.


No começo de março deste ano, o ministro da Saúde indiano, Harsh Vardhan, anunciou publicamente que o país estava em sua fase final da pandemia de covid-19.

Em janeiro, o país chegou a enviar parte de seu suprimento de vacinas para o estrangeiro, assim que percebeu uma queda significativa no número de mortos e infectados.

A Índia saiu de 93 mil mortes por dia para 11 mil em média, sendo que a média móvel (dos últimos sete dias) caiu para menos de 100. Esses números deram ao país e seus governantes confiança de que estavam conduzindo a situação da maneira correta, podendo ser considerados exemplos internacionais.

Direitos autorais: reprodução Twitter/@Sajeda_Akhtar.


Logo no fim de fevereiro, depois de tantas boas notícias, inclusive a de que a economia estava se reerguendo dos escombros, foram anunciadas eleições em cinco estados, em que cerca de 200 milhões de pessoas votariam para mais de 800 cadeiras. A campanha eleitoral foi feita sem nenhum protocolo de segurança, medida sanitária ou distanciamento social.

No meio de março, foi permitido que mais de 130 mil torcedores assistissem a duas partidas de críquete, entre Índia e Inglaterra, sendo que a maioria não usou máscara.

Baixando totalmente a guarda, atrasando a imunização da população, sem bloqueios e reabrindo o comércio, o resultado foi catastrófico, agora o país luta para voltar aos índices de antes.

Sunil não tem opções e precisa vender suas obras nas ruas, completamente exposto ao vírus. Ninguém sabe os motivos pelos quais o idoso perdeu o apoio de seus familiares, mas ele está sem nenhum recurso financeiro e precisa da ajuda de estranhos.


No Twitter, centenas de pessoas responderam à publicação, oferecendo dinheiro e apoio ao idoso. Esperamos que Sunil consiga toda a ajuda necessária! O que achou deste caso? Compartilhe-o nas suas redes sociais!

“Ninguém magoa sem intenção várias vezes” (Fabricio Carpinejar)

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