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‘Cada dia chego mais ao fundo do poço, já não sei se aguento mais’, diz pai de Henry Borel

Mãe e padrastro do garoto, o vereador Dr. Jairinho, estão presos e são suspeitos de homicídio duplamente qualificado.



O engenheiro Leniel Borel de Almeida, pai do menino Henry, disse nesta terça-feira (13) que está no “fundo do poço”, sofrendo muito com as informações sobre a morte do filho:

“As últimas notícias acabaram comigo, cada dia chego mais ao fundo do poço, já não sei se aguento mais. Deus, que a sua justiça seja feita!”, disse em uma rede social.

Leniel disse ainda que sempre lembrará do sorriso e alegria contagiante do menino, e que ele era a “personificação do amor”.

“Filhinho, sempre lembraremos de você sorrindo, da sua alegria contagiante e sua personificação de amor. Você sempre será a razão da minha felicidade, meu melhor amigo.”

O engenheiro pediu ainda o fim da violência contra as crianças.


“Por favor, receba meu anjo em teus braços. Ajude-nos a acabar com a violência contra crianças. Em breve estaremos juntos com o Senhor, em um lugar que nunca mais haverá morte, nem dor e sofrimento e toda lagrima será enxugada”.

Novo depoimento da babá

No novo depoimento que prestou à polícia, a babá Thayná Oliveira Ferreira disse que assim que soube das lesões de morte de Henry, “logo associou às agressões” que o vereador Dr. Jairinho cometia contra o menino. Ela admitiu ter mentido na primeira vez que foi ouvida pela polícia por medo do que Jairinho tinha feito contra uma criança e do que poderia acontecer com ela.


Direitos autorais: Reprodução / TV Globo

Ela diz que se sentiu “intimidada” durante uma conversa com Monique Medeiros, que pediu, de forma “impositiva”, que ela dissesse à polícia que nunca tinha visto ou ouvido nenhuma agressão à criança e omitisse as brigas que presenciou envolvendo o casal.

Segundo ela, a mãe do menino também pediu para que ela apagasse todas as mensagens que trocaram pelo celular sobre as agressões.

Thayná contou à polícia que o encontro aconteceu alguns dias após a morte do menino, no escritório do advogado do casal, e que foi marcado por Thalita, irmã do vereador Dr. Jairinho.

A babá foi ouvida por mais de 7 horas na 16ª DP (Barra da Tijuca). Ela admitiu que sabia das agressões e falou que o próprio menino relatou tudo à mãe por chamadas de vídeo. Ao saber sobre o que Henry havia contado, o vereador Dr. Jairinho teria ficado agressivo.

Relembre o caso

  • Henry estava no apartamento onde a mãe morava com o vereador Dr. Jairinho, na Barra da Tijuca, e foi levado por eles ao hospital, onde chegou já sem vida na madrugada de 8 de março;
  • O casal alegou que o menino sofreu um acidente em casa e que estava “desacordado e com os olhos revirados e sem respirar” quando o encontraram no quarto;
  • Mas os laudos da necropsia de Henry e da reconstituição no apartamento do casal afastam essa hipótese;
  • O documento informa que a causa da morte foi hemorragia interna e laceração hepática [no fígado] causada por uma ação contundente [violenta].
  • A polícia diz que, semanas antes de ser morto, Henry foi torturado por Jairinho. Monique sabia;
  • Em 8 de abril, Dr. Jairinho e Monique foram presos temporariamente, suspeitos de homicídio duplamente qualificado, de tentar atrapalhar as investigações e ameaçar testemunhas.

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