Comportamento

“Cansei dos olhares persistentes”, declara mulher que realizou mais uma cirurgia para se livrar de julgamento

Ela nasceu com fenda palatina, e desde criança precisou lidar com o preconceito. Aos 30 anos, decidiu fazer mais uma cirurgia para se ver livre do julgamento por conta de sua aparência.



Este relato é sobre a história de uma mulher que precisou lidar com cirurgias faciais por muitos anos. Ela nasceu com uma grave fenda labial e palatina. Seus lábios eram abertos nas laterais e uma protuberância saía de sua boca. Mesmo depois que o problema foi corrigido, ela ainda era vítima de preconceito e julgamentos por causa da aparência.

Por esse motivo, passou por diversas intervenções cirúrgicas e sua autoestima ficou muito abalada. Seu desabafo ao Love What Matters nos mostra como é difícil sobreviver a um mundo onde o diferente não é aceito.

Ashley Barbour relatou que, mesmo sentindo o amor de sua mãe, imaginou que seu nascimento tivesse provocado surpresa e pânico, pois ver uma criança com fenda palatina pode ser assustador. A história que sua mãe sempre lhe contou é que se apaixonou perdidamente pela filha à primeira vista.


Seus pais não sabiam o que era essa condição com a qual Ashley nasceu, tampouco se o seu desenvolvimento cognitivo, aprendizado e funções motoras seriam prejudicados.

O próximo desafio era a alimentação, pois ela não conseguia aspirar o leite nem do seio nem da mamadeira. A ajuda do hospital foi importantíssima para aquela família.

Direitos autorais: reprodução Instagram/@leftloveig.

Ela conta que o tratamento da fenda era uma questão de saúde, precisava de cirurgia para fechá-la e melhorar a fala e a alimentação. Mas o que a incomodava também era sua aparência. Seu rosto foi examinado por cirurgiões plásticos que desejavam o melhor resultado possível. As conversas foram deixando Ashley com a sensação de nunca ter sido boa o suficiente para a sociedade.


A maneira como ela lidou com sua diferença foi se destacando em qualquer coisa que fazia. Era uma forma de provar a todos que era capaz. Suas notas eram excelentes, tocava piano e cantava muito bem. Trabalhava como babá depois da escola e também nos fins de semana. Sempre deu o seu melhor porque sentia que não era vista como alguém comum.

Mesmo se destacando em tudo, os olhares continuavam, cochichos passavam a fazer parte de sua rotina, onde quer que andasse. Aos 15 anos, passou por uma cirurgia que moveu drasticamente seu maxilar para a frente e seu nariz havia ficado diferente. Mais olhares e apontamentos.

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Foi crescendo com esse sentimento, mas decidiu se abraçar exatamente como era. E tentou sobreviver neste mundo hostil com quem é diferente. Mesmo decidindo que era bonita, quando fez 30 anos, algo mudou.


Ashley resolveu fazer a rinoplastia, com a vontade de abandonar de vez todos os traumas que sofreu durante sua vida. Ela havia se cansado dos olhares demorados. E foi com essa sensação de se tornar bonita aos olhos do mundo que ela cessou a jornada de intervenções cirúrgicas.

Ela conta que embora tenha gostado muito da diferença sutil que a rinoplastia lhe concedeu, percebeu que não era mágica, pois, por diversas vezes, sentiu-se insegura novamente por causa de suas cicatrizes. Até imaginou que, se fosse mais corajosa, poderia removê-las com mais intervenções plásticas. Mas a sua reflexão é de que não importam quantas vezes mude seu rosto, o que precisa ter atenção e cuidado, é o emocional.


 



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Ela conclui dizendo que aprendeu muito com essa última cirurgia, que não precisa ser perfeita aos olhos dos outros, e sentir-se completa e amar a si mesma é uma tarefa interna, para a vida toda. E Ashley quer viver isso, porque ser alguém como ela vale a pena.

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Que incrível relato! O que achou da história de Ashley?

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