Carência… – qual é a sua?

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A carência é como beber a água do mar. Ainda que a sede nos leve a bebê-la, não conseguimos saciá-la. E buscando eliminar as lacunas de nossa represa emocional, tentamos preenchê-la com soluções imediatas e ilusórias: os vícios.



Todo vício é um ciclo repetitivo que instauramos, alimentando um falso prazer, na ânsia de silenciar os vazios existenciais.

Drogas, bebidas, jogos,…são vertentes conhecidas do extremo que podemos nos subjugar, mas e os vícios silenciosos?

A carência de estima, gerando uma imagem distorcida e uma consecutiva necessidade de fixar-se na aparência ou na superficialidade. A falta de reconhecimento do valor interno, saciado pela valorização do mundo externo, incluindo o próprio corpo.


A carência de ideal, que nos aprisiona a radicalismos ou fanatismos, pregando “lutas” pelo medo de perder o motivo para acreditar.

A carência do ter, expresso pelo medo do vazio, buscando suprir com os excessos de consumo, acúmulos, gastos infindáveis ou mesmo uma alimentação desregulada

A carência da companhia, que faz com que busquemos muitas pessoas, ainda que uma vida rica social, oculte uma solidão “rodeada”.


A carência de amor, que necessitando receber, faz tudo por todos, ainda que se esqueça de si mesmo.

A carência de solidariedade, que torna o homem vítima do seu própria destino, utilizando as suas fragilidades para comover a boa vontade alheia.

A carência de individualidade, assumindo papéis na vida que não nos pertencem, satisfazendo o ego e anulando o EU.

A carência de tempo, que faz o homem correr, sem ver o caminho pelo qual percorre

A carência de paz, que gera uma guerra interna, que se rebela contra a ordem do mundo.

A carência de mudanças, que transformando tudo ao redor a todo instante, não consegue se libertar dos mesmos conceitos, ideias, etc…

A carência de fé, que tenta racionalizar tudo, sem encontrar razão para o sentido da vida.

Tudo começa e termina em nós mesmos. Que a nossa carência, não oculte nossas verdadeiras necessidades. Ousemos encarar nossas fragilidades, sem disfarçá-las com a força dos vícios. Evitando o labirinto das reações, optando pelo caminho reto de agir.

Não há vazios onde estamos presentes.

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