Comportamento

“Dizem que pareço um homem”, relata mulher depois de parar completamente com a depilação

Bethany explica que não se sente incomodada com o que as pessoas dizem a seu respeito, principalmente porque se sente feliz dessa maneira.



A estética feminina é um tema muito disputado pela indústria de cosméticos, pela indústria médica e por instituições que lucram com a insatisfação das mulheres. Mas as redes sociais têm mostrado, cada vez mais, personalidades que se destacam por fazer o caminho contrário do exigido pelos padrões de beleza.

Bethany Burgoyne, de 30 anos, que trabalha como artista, jornalista e empreendedora criativa, é uma dessas pessoas que usam seu perfil pessoal para mostrar outras realidades além da disseminada pelas propagandas e pela mídia tradicional.

A jovem afirma que sempre se incomodou com as exigências estéticas da moda, mas aos 27 anos passou a questionar até que ponto esses padrões incidiam sobre seu corpo.


Em 2018, Bethany decidiu não raspar mais os pelos do corpo, que passaram a ocupar partes que as pessoas consideram masculinas, como pernas, axilas, barriga, virilha e rosto. Em vários momentos, a jovem explica que muitas pessoas a chamaram de “homem” nas redes sociais, dizendo que deveria se depilar, mas isso nunca influenciou sua liberdade de escolha.

Direitos autorais: reprodução Instagram/@bxsassy.

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A quantidade de pelos em seu corpo é explicada pela presença de ovários policísticos, um desequilíbrio hormonal que afeta, apenas no Brasil, cerca de 13% das mulheres em idade reprodutiva. O diagnóstico foi dado há um ano e, desde então, decidiu que era o momento de se libertar das obrigações da depilação. Ela também conta que a pandemia e a possibilidade de gerir o próprio negócio de casa foram grandes facilitadores no início do seu processo de aceitação corporal.


Assim que começou a compartilhar sua narrativa nas redes sociais, Bethany conta que teve ciência de um grupo de pessoas que gostam de mulheres peludas, o que a incentivou a montar um workshop sobre a libertação corporal, chamado The Sassy Show.

Outra coisa que ela defende é que desconhecidos toquem em seus pelos, assim cria confiança entre o grupo. A jovem reforça que o início de sua aceitação veio dentro da própria casa, sozinha, durante a pandemia. Quanto mais os pelos cresciam e mais ela os tocava, mais ia se dando conta de que eram partes lindas de seu corpo e que deveria sentir orgulho de sua aparência, ao invés de sempre tentar se esconder.

Direitos autorais: reprodução Instagram/@bxsassy.

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A comunidade de pessoas que têm fetiche por pelos ajudou a construir essa autoconfiança e a reforçá-la cada vez mais. A artista explica que as mulheres gastam muito tempo tentando se encaixar em padrões tão enraizados que nem sequer param para pensar se gostam de se comportar dessa forma. Questionar as imposições pode ser uma excelente ferramenta de libertação, fazendo com que cada um consiga se sentir confortável dentro de si mesmo.

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