Dons, talentos, dinheiro!

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Será que tudo isso é incompatível? Acho que não, acho que todos nós devemos procurar trabalhar com aquilo que gostamos, mas de tempos em tempos, alguém me envia uma mensagem mal educada questionando: por que cobrar pelo meu trabalho como terapeuta!?
E normalmente, com a mesma frequência, recebo pedidos de ajuda para aliviar a culpa de algumas pessoas que trabalham com terapias alternativas, e não sabem como cobrar. Quando isso acontece, sempre penso em escrever sobre o assunto e passar adiante alguns esclarecimentos que recebi ao longo da minha vida e que equacionaram esta questão.



Vou tentar ser muito clara e objetiva, porque quando se trata de questões materiais precisamos agir, pensar de forma muito racional e honesta, como deve ser nossa conduta no mundo.

Em primeiro lugar, devo responder àquelas pessoas que não entendem por que cobrar por um atendimento espiritual. Acho que nunca devemos cobrar por um trabalho espiritual, nem por um dom, nem muito menos por um talento especial que recebemos diretamente do criador.

Penso que nunca um engenheiro deveria cobrar por sua capacidade especial de lidar, entender, criar e resolver questões que envolvem a matemática, a física e outras ciências exatas. Como cobrar por sua capacidade de pensamento racional? Afinal, foi Deus quem fez essa pessoa ser assim. Mas como ele cursou uma faculdade, fez muitos cursos, esforçou-se, com certeza tem todo direito de ser muito bem remunerado por sua função.


O mesmo acontece com um médico que trata do corpo físico das pessoas, ele que nasceu com um talento especial, com uma memória incrível, com uma sensibilidade para ver sangue, para lidar com a morte, ou corpos desfalecidos, com uma coragem especial em lidar com a doença, deveria cobrar por isso? Salvar vidas com certeza é a função mais nobre que alguém pode ter, mas é claro que ele também fez muitos cursos, que precisa de um ambiente especial para trabalhar etc.. Então ele pode cobrar e, às vezes, muito caro para solucionar coisas aparentemente muito simples, porém, que fazem a diferença entre a vida e a morte e, por isso, somos gratos, compreendemos e pagamos.

O arquiteto e o artista também não deveriam cobrar por seus dons e talentos, pois nasceram com a mente criativa ativada, com uma imaginação muito especial, uma visão do mundo também muito especial que teve que ser lapidada por muitos anos e para isso o caminho também foi grande e envolveu muita dedicação, esforço, pesquisa, noites sem dormir fazendo trabalhos. Assim, ele também pode cobrar e felizmente o faz e por isso temos essas pessoas desenvolvendo importantes tarefas na sociedade.

Da mesma forma, os terapeutas, astrólogos, tarólogos etc. também nasceram com dons e talentos especiais, com uma percepção aguçada do mundo sutil, alguns com capacidade de visão expandida, ou com condições de acessar emoções guardadas no subconsciente, outros com a capacidade de ver a aura, ou pontos de energia, com insights incríveis sobre formas de cura. Com certeza, essas pessoas tiveram que ler muito, fazer cursos, participar de grupos e vivências; alguns tiveram que passar por experiências únicas, que exigiram muito esforço e coragem. Então, por que essas pessoas não poderiam cobrar por seus atendimentos como fazem os outros profissionais? Claro que, como todo mundo, eles têm família para sustentar, um espaço para receber seus clientes, pagar contas de água, luz, telefone e alimentação. Sendo assim, o que torna esse trabalho diferente? Por que deveria ser de graça?


Os dons são espirituais, verdadeiros presentes de Deus, mas a lapidação desses talentos depende do esforço, do estudo e da determinação de cada um.

por Maria Silvia Orlovas

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* Matéria atualizada em 20/02/2017 às 1:27






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