Comportamento

“Era eu ou ele”, diz mulher que foi absolvida por matar marido em legítima defesa

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Úrsula Francisco era vítima constante de violência doméstica e precisou assassinar o marido para salvar a própria vida.



Infelizmente, casos como esse acontecem e impactam para sempre a vida de uma mulher.  Úrsula Francisco quase perdeu a vida por sofrer violência doméstica constantemente pelo seu companheiro.

Ela tentou construir uma família com o marido, que era policial militar, mas não demorou muito e percebeu o quanto ele era violento e possessivo. Mas, segundo ela, ele tinha momentos bons. Quando era contrariado é que virava outra pessoa, porém se se aborrecia com algo do trabalho, descontava nela, quando chegava em casa.

Segundo informações do Jornal O Globo, Úrsula casou-se em 1998 e, em alguns meses, passou a sofrer violência do marido. Ela disse que, para camuflar as agressões, ele enrolava uma toalha na mão antes de espancá-la.


Ela relatou também que ele ligava música alta para que os vizinhos não escutassem seus gritos, e depois que terminava de bater, pedia que a esposa tocasse piano para “acalmá-lo”. Úrsula imaginou que, depois que tivesse filho, as agressões acabariam, mas passaram a ser direcionadas para a criança que, aos 3 anos, já apanhava do pai.

Ela afirmou que diversas vezes mãe e filho ficavam sentados perto do portão da casa, junto com ele, para que posassem para os outros como uma família perfeita e unida. Não registrava ocorrência porque ele era da polícia, e várias vezes a ameaçou de morte, se contasse para alguém.

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Direitos autorais: reprodução Facebook/Ursula Ricardo Francisco.

Em 2008, numa discussão, o marido de Úrsula foi até o banheiro à procura da sua pistola. Ao vê-lo buscando a arma, ela correu para o quarto, onde sabia de outra que ele guardava, e a pegou. Comentou que tudo foi muito rápido, atirou sem pensar, mas sabia que, se não fizesse isso, não sobreviveria. Segundo seu depoimento, disse que “era ela ou ele” e optou por se salvar.


 

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Direitos autorais: reprodução Facebook/Ursula Ricardo Francisco.

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Direitos autorais: reprodução Facebook/Ursula Ricardo Francisco.

 


O filho estava do lado de fora, quando ouviu o disparo. Em choque, ela saiu com o filho de casa e, no dia seguinte, entregou-se. A rua em que morava se encheu de policiais perplexos com o crime. Por sete anos, ela aguardou o desfecho do caso. Primeiramente, o Ministério Público denunciou Úrsula com base no inquérito policial, alegando que ela atirou no marido sem que ele pudesse reagir.

Só depois, em 2015, reconheceram a rotina de agressões, daí ela foi absolvida por legítima defesa e não foi a júri popular. Hoje em dia, ela é assistente social e ajuda mulheres que passam por situações parecidas e são vítimas de violência doméstica.

Infelizmente, por causa da vulnerabilidade feminina, elas são sujeitas a mais episódios como esse, e terminam matando para salvar a própria vida. Com sorte, Úrsula e o filho não entraram para a triste estatística. Ela conseguiu seguir a vida e sua história está ajudando centenas de outras vítimas.



Se você presenciar um episódio de violência contra a mulher ou for vítima de um deles, denuncie o quanto antes através do número 180, que está disponível todos os dias, em qualquer horário, seja através de ligação ou dos aplicativos WhatsApp e Telegram.

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