Comportamento

O novo caminho da felicidade

Ninguém mexeu no seu queijo, não existe uma lista de coisas que toda mulher inteligente precisa saber e, vai ver, o “agora” não é mesmo tão poderoso assim. E fala sério: quem aqui conhece um monge?



Você pode até jurar que não, mas, cá entre nós, quem nunca leu um livro de autoajuda? E o motivo é sempre o mesmo: querer ser mais feliz. Lindo. “As pessoas andam obcecadas pela ideia do otimismo, o que só nos deixa ainda mais infelizes”, diz Oliver Burkeman, autor do livro O Antídoto – Felicidade para Pessoas Que Não Aguentam Pensamento Positivo (Companhia das Letras).

A nova onda de pesquisas sobre a felicidade garante que estamos encarando o assunto do jeito errado. “Esse esforço enorme para pensar positivo e ser feliz o tempo todo é justamente o que sabota nossos planos e faz com que a gente se sinta ainda pior quando não consegue alcançá-los”, diz Burkeman.

Espera aí: então, para sermos felizes, devemos mergulhar na negatividade e esperar sempre o pior? Mais ou menos. Nós temos a mania de achar que a felicidade está em alguma coisa, num projeto, num relacionamento, num sonho. Mas aí o projeto não vinga, o relacionamento acaba e o sonho se desfaz. Resultado: você se frustra horrores e sua autoestima fica detonada – e a sua ideia de felicidade também.


O segredo, então, é encarar a vida como ela realmente é, com possibilidade de finais felizes ou não. “Não vejo isso como uma forma negativa de enxergar as coisas e os acontecimentos. É uma postura mais madura, que leva a uma felicidade mais verdadeira, livre de ilusões e expectativas irreais”, diz a terapeuta Ligia Mass, do Rio de Janeiro. É, a felicidade anda frágil, superestimada e mal compreendida. Quer descobrir qual é o novo caminho da felicidade, longe dos livros de autoajuda? Veja o que especialistas dizem!

Você cansou de ouvir – “Pense pelo lado positivo”

Troque por – “Pense no pior cenário possível”

Imagine que você está planejando o seu casamento. É claro que espera que tudo corra bem: que o noivo apareça, que você não tropece no vestido, que não acabe a luz ou o champanhe no meio da festa. Mas considerar essas situações como possibilidades reais (apesar de improváveis) é uma forma de se preparar para qualquer resultado – e saber como se virar na hora H. “Assim, você enxerga a situação de maneira mais ampla e trabalha com hipóteses reais, não com o idealizado”, diz a terapeuta Marina Simas de Lima, de São Paulo.


Você cansou de ouvir – “Ter segurança é tudo”

Troque por – “Aceite sua insegurança”

Não dá para discutir os benefícios de ter uma autoestima turbinada. Mas, infelizmente, não é todo dia que a gente acorda se sentindo tão incrível assim. E que bom! Imagine uma vida sem grandes desafios, sem aquele frio na barriga que dá quando não sabemos se algo vai ou não dar certo – seria muito chata e sem graça, vai. Aquele momento de incerteza acaba virando um desafio e ficamos motivados a querer superar a dificuldade e crescer ainda mais. “Uma pessoa segura demais pode acabar entrando na zona de conforto e não se sentir instigada a buscar um crescimento contínuo. Já aquela que for levemente insegura enfrenta tudo de forma gradativa e constante e, assim, consegue chegar mais longe”, diz Marina.

Você cansou de ouvir – “Sonhe alto para crescer”


Troque por – “Não sonhe tão alto assim”

Você já decidiu: quer ser promovida até junho deste ano, tirar férias inesquecíveis, encontrar um cara bacana e abandonar a vida de solteira (ou recuperar a sua!). Legal, você sabe o que deseja – mas pensar positivo pode causar uma crise daquelas! “Ter metas ambiciosas demais dá um surto de motivação no começo, mas, assim que passa, você se sente ainda pior, pois percebe que o objetivo não é tão simples assim de ser alcançado”, diz Burkeman. Aí, você desanima. Isso não quer dizer que você não tenha capacidade para alcançar seus sonhos. Você tem, sim. Mas, em vez de tentar transformar sua vida da noite para o dia, estabelecendo objetivos ousados e distantes demais, trace metas mais pé no chão. Conforme for cumprindo cada uma, vai se sentir mais incentivada para seguir em frente.

Fonte: http://mdemulher.abril.com.br/bem-estar


Desisti!!! mas, do quê realmente você desistiu?

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