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Filho escreve carta comovente para mãe que morreu de covid-19: “Era a flor mais linda do meu jardim”

Menino de 12 anos escreveu carta que foi lida no sepultamento da mãe, que faleceu aos 50 anos, vítima da doença.



Estamos passando por um momento de muitas perdas e sofrimentos. A pandemia está ceifando a vida de diversas pessoas e deixando lares com saudade e dor. Infelizmente, o momento não está sendo fácil.

Um menino de 12 anos precisou lidar com a morte de sua mãe. Com tão pouca idade, o garoto emocionou com uma carta que escreveu para honrar a memória daquela que lhe deu a vida.

Miguel Barbosa Mariano da Silva se despediu da mãe de uma forma muito bonita e comovente. Genny Barbosa Lima faleceu em decorrência da covid-19, em Natal, no Rio Grande do Norte.

O viúvo Gustavo Mariano, de 58 anos, conversou com a revista Crescer. Contou que foi o primeiro a ser diagnosticado com a doença. Ele ficou internado e, por ter diabetes e hipertensão, o caso inspirava muitos cuidados.

Genny e Miguel também testaram positivo, mas ela resolveu não contar para o marido, para que não ficasse ainda mais nervoso e preocupado com a situação. Tanto ela quanto o filho estavam apresentando sintomas leves e ficaram isolados em casa.


O pai de Miguel recebeu alta no dia 18 de março, mesmo dia em que a esposa passou a sentir muitas dores nas costas. Levada ao hospital, fez radiografia, que não acusou comprometimento do pulmão. O médico disse que ela poderia continuar com o tratamento em casa, pois era mais seguro. Ela voltou ao hospital no dia 20, ofegante e com a saturação baixa, sendo imediatamente levada para a UTI.

Quatro dias depois, Genny melhorou e foi para o quarto mas, no dia 25, retornou à UTI. O hospital solicitou um equipamento para melhorar sua respiração e, como no outro dia seria feriado, Gustavo fez o possível para que fosse liberado a tempo. Assim que conseguiu, enviou uma mensagem à sua esposa, que lhe respondeu agradecida, pois sabia que ele estava fazendo de tudo por ela.


O pai de Miguel disse que isso é reconfortante, de alguma maneira, pois sua mulher sabia que estavam todos lutando por ela.

O pulmão de Genny estava 80% comprometido e ela veio a óbito no dia 2 de abril. A notícia de seu falecimento foi dada aos poucos para Miguel, desde a piora até a intubação e falecimento. Sem acreditar que havia perdido a mãe, o menino chegou a falar que era erro do hospital, que tinha trocado os nomes.

No mesmo dia, Miguel começou a escrever sua carta pelo celular. No sepultamento, o texto foi lido e comoveu todos. Ele escreveu que lembrava de cada segundo que passou com a mãe, que a via como guerreira, sempre enfrentando as dificuldades e superando-as logo em seguida.

Disse que ela era a pessoa mais forte que ele havia conhecido, pois mesmo com problemas, mantinha um sorriso no rosto e cuidou de todos, como se fossem partes dela.

Continuou escrevendo que a mãe era um ser iluminado e que continuaria sendo. Cada momento foi um tesouro na vida dele e que ter sido seu filho tinha sido o melhor presente. Disse que era sempre a mãe quem o acordava, encantando o dia, apoiava-o nos momentos ruins e aliviava seu estresse e ansiedade. Concluiu dizendo que ela era a flor mais linda de seu jardim.

O pai disse que a carta foi um gesto lindo de amor que Genny ensinou ao filho, pois ela era amor em sua maior expressão. Dava e ensinava amor a ele, concluiu Gustavo.

Somente o amor nos segura em momentos complicados. Que esse sentimento perdure em cada coração que foi dilacerado por perdas tão difíceis.

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