Comportamento

Lilia Cabral desenvolveu síndrome do pânico após a perda da mãe: “Angústia que vinha muito forte”

Atriz contou sobre o período difícil e como a morte da mãe desencadeou a doença.



Lidar com a perda de um ente querido nunca foi fácil e jamais será. Quando se trata da mãe, essa dor é potencializada num grau exorbitante. Ela é a nossa referência de tudo, e quando não a temos mais, é como se um pedaço nosso deixasse de existir.

A figura materna representa muito na vida de uma mulher. É nosso exemplo de força, resiliência e amor incondicional. À medida que crescemos, percebemos o quanto a nossa mãe se sacrificou para que tivéssemos o básico, e isso não se resume a noites mal dormidas, mas a uma vida inteira, em que deixaram de ser prioridade e nos colocaram no posto mais alto da sua existência.

Por esse motivo, a perda é sentida de muitas maneiras, e a maioria delas se estabelece no fundo da alma, causando tristezas e depressão. Antigamente, esses assuntos não eram mencionados, aliás era um tabu falar sobre como a falta de alguém causava sofrimento tão grande a ponto de precisar tomar medicação.


Direitos autorais: reprodução Instagram/@lilia_cabral.

Mas hoje em dia, a liberdade de expressão e o conhecimento fazem com que certos preconceitos sejam deixados de lado, dando espaço para conversa e acolhimento. A atriz Lilia Cabral abriu o coração e contou que a falta da mãe foi responsável por desenvolver síndrome do pânico.

De acordo com informações da Revista Quem, sua querida mãe faleceu em 1987 e, na época, quase nada se sabia sobre doenças psicológicas. A artista disse que enfrentou a síndrome do pânico, mas não sabia como detectar nem como combatê-la.

Direitos autorais: reprodução Instagram/@lilia_cabral.


Em conversa com o programa de Gilberto Gil, ela relatou que sentia uma angústia muito forte, e o coração batia muito rápido, e depois que essa síndrome se instala, fica para sempre. Mesmo que hoje em dia ela não tenha mais o problema, sabe exatamente como é a sensação.

Declarou também que os sentimentos e sintomas foram desencadeados por não saber lidar com a morte da mãe. Lilia conta que se sentia completamente perdida, além disso não sabia lidar com toda aquela sensação.

Direitos autorais: reprodução Instagram/@lilia_cabral.

Direitos autorais: reprodução Instagram/@lilia_cabral.


A partir daí, os episódios de taquicardia vieram, os pensamentos e angústias também. A necessidade de externar e colocar tudo para fora era grande mas, segundo a atriz, não tinha alguém para fazer isso.

Sua carreira surgiu como fuga, ou seja, ela conseguiu expressar seus sentimentos por meio da arte. Lilia conta que sua família sempre foi conservadora e repressora, e que não tinha a chance de expor seus questionamentos e sensações, pois o preconceito existia, pouco se falava ou acarinhava.

Foi apenas na escola, que era de abordagem construtivista, que percebeu o prazer de viver, coisa que não tinha dentro de casa. A arte então passou a ser sua aliada, pois foi através dela que percebeu o quanto poder falar sobre suas experiências a deixava feliz, a ponto de esquecer o que estava vivendo, concluiu.



Se estiver passando por crises de depressão e precisar de ajuda, não hesite em discar 188. Este é o número da parceria entre o Centro de Valorização da Vida com o Ministério da Saúde. A ligação é gratuita.

Também é possível encontrar atendimento no endereço eletrônico: www.cvv.org.br para chat, Skype, e-mail e mais informações. Para contatar o SAMU, disque 192. Atendimentos também são realizados nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA), Pronto-Socorro e Hospitais.

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