Comportamento

Mãe assume criar filha sem religião e sofre críticas. “Como ela vai distinguir o certo do errado?”

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Mulher diz que sua decisão faz com que muitos olhem chocados para a maneira como cria sua filha. Ela acredita estar fazendo o certo. Confira este caso!

Amelia Kibbie decidiu relatar sua experiência como mãe e como sua decisão de não usar a religião acarreta à maneira como olham para si e sua filha.

Ela publicou para o Love What Matters que foi criada com pais liberais, mas ia todo domingo para a escola dominical, na Igreja Metodista que frequentavam.

Em sua infância, sempre foi cercada pelos preceitos religiosos e, quando se tornou adolescente, começou a questionar muito do que estava aprendendo. Seus pais, no entanto, acharam que as indagações parariam à medida em que fosse crescendo.

Mas isso não aconteceu. Amelia se identifica como agnóstica, que é alguém que não consegue afirmar com exatidão ou certeza se Deus existe ou não. Tornou-se adulta e, aos 35 anos, decidiu criar sua filha da mesma forma.

O lar que habitam não é religioso, e isso faz com que as pessoas a olhem de forma negativa, pois sempre a questionam: como que a filha vai distinguir o certo do errado, se não tem uma base cristã?

Amelia responde dizendo que não quer que sua menina cresça com a imagem de um Deus crítico, assim como foi criada. Não entende o porquê de não seguir a base cristã é tão problemático para algumas pessoas. Há um tempo que ela não omite mais e fala com todas as letras que não vai à igreja.

Diz ainda que as pessoas estão muito preocupadas com a forma como cria sua filha. Mas ela garante que os valores e ensinamentos que está passando para ela são tão importantes quanto os que um pastor dita no culto. Sua filha saberá que não pode mentir, trapacear ou roubar.

A moralidade que ensinam às crianças relacionada à religião é problemático, de acordo com sua opinião. Amélia relata que a moralidade não é exclusiva da religião, que há muitos ateus e agnósticos com um senso moral muito maior do que religiosos fanáticos.

Afirma que não tem nada contra as pessoas que acham que a igreja desempenha um papel importante em suas vidas, mas não gosta quando falam para sua filha que ela não será uma boa pessoa por não estar frequentando a casa de Deus.

A mãe conclui que quer criar sua menina de acordo com o respeito. Que ela saiba que se pegar o brinquedo de outra criança vai fazê-la chorar e machucará seu coração.

Não quer colocar o medo que as religiões impõem, como se a qualquer passo errado um Deus impiedoso vai condenar ao inferno. Finaliza dizendo que a coisa certa a se fazer tem que vir de dentro e não por medo de ser julgado e, diante disso, está criando a filha sem remorso.

 

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