Comportamento

Mãe decide contar sobre câncer terminal ao filho de 6 anos. “Ele é corajoso e vai ficar bem”

Ela e seu marido decidiram falar com a criança que a mãe estava muito doente e um dia partiria. Fizeram isso, pois acreditam que a verdade deve ser dita sempre.



Um dos desafios mais difíceis na vida de qualquer pessoa é lidar com a morte. Não estamos preparados para ela, mesmo que seja algo inerente à nossa existência. Não é fácil perder pai, mãe, filhos, amigos de longa data, enfim, nenhum ente querido. Nossa cultura não é sobre perda.

Quando uma doença acomete algum familiar, todos ao seu redor acabam sofrendo, principalmente se não tiver cura. A morte é uma certeza na vida de todos, mas quando ela é determinada, com um tempo certo para acontecer, a dor é gigante.

Falar sobre esses assuntos geralmente envolve apenas adultos, mas para uma neurocientista de 43 anos, foi necessário abrir o jogo com seu filho de apenas 6 anos. A Dra. Nadia Chaudhri luta bravamente contra um câncer de ovário no estágio 3.


Passou por uma histerectomia, que é a retirada do útero e ovários, e vários ciclos de quimioterapia. Ela contou ao Good Morning America que foi hospitalizada novamente, com a volta do câncer. Não há tratamento, apenas um ganho de tempo, por ser considerado um diagnóstico terminal.

Direitos autorais: reprodução Facebook/Nadia Chaudhri.

Quando Chaudhri e o marido receberam a notícia, imediatamente pensaram em como seria para o filho de 6 anos. Os pensamentos voltaram-se para ele, por isso tomaram a decisão de contar o que estava acontecendo. Para os pais, era importante que a criança soubesse que os tratamentos não estão adiantando.

O menino já sabia que a mãe tinha câncer e estava tomando medicamentos, mas não tinha noção de que a situação era mais grave. Ela planejou conversar com ele na manhã de uma terça-feira, mas para se preparar e ter uma válvula de escape, decidiu recorrer ao Twitter, onde mantém contato com amigos e alunos.


Direitos autorais: reprodução Facebook/Nadia Chaudhri.

Ao postar sobre a conversa, imediatamente o conteúdo viralizou. Ela inicia a publicação dizendo que aquele era o dia em que contaria ao filho que está morrendo de câncer, pois chegou a um ponto em que ele precisa ouvir isso dela. Utilizou a rede social para deixar que a emoção e as lágrimas rolassem para que pudesse ser mais corajosa quando o visse.

Muitas pessoas começaram a escrever para a médica e contaram suas experiências. Algumas mencionaram como era importante que os pais tivessem essa conversa aberta com os filhos, apesar da pouca idade do garoto, mas isso era o suficiente para que uma lição fosse aprendida.

Direitos autorais: reprodução Facebook/Nadia Chaudhri.


Outros relataram o quanto ficaram prejudicados por não ter a oportunidade de uma conversa sincera como essa. Por esse motivo, carregam marcas psicológicas até hoje. Chaudhri entrou em contato com uma amiga próxima, que é psicóloga, para que a orientasse sobre sua postura e conduta na hora de falar sobre um assunto tão difícil. Quando enfim chegou a hora, a conversa foi curta, mas significativa.

A mãe declarou que o filho disse que não gostaria de saber. Mas ela o orientou, afirmando que queriam dar a chance de ele fazer perguntas e não era justo ele ter uma surpresa ruim quando sua mãe não estivesse mais presente.

Comenta que ficou muito feliz por ter dado esse passo difícil, mas importante na relação deles. Funcionou bem, embora tivesse sido a conversa mais complicada da sua vida. Mas seu filho é corajoso e vai ficar bem.

O que ela tentou fazer é ajudar as pessoas ao seu redor a não terem um choque tão grande quando ela partir. Quer que seja uma celebração por sua vida e não um lamento por sua morte.


Ela conclui que essa conversa foi a primeira de muitas, pois considera uma porta aberta para as demais que precisarão ter. Por causa do agravamento de sua doença, decidiu transformar sua frustração de não poder trabalhar na oportunidade de arrecadar dinheiro para acadêmicos. Foi o exercício da sinceridade com seu filho que a motivou. Conclui que é importante ser gentil, bom, honesto e íntegro!

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