Comportamento

Mãe faz relato sobre seu parto e declara que não há maneira fácil de dar à luz. Escolha precisa ser respeitada

Ela precisou fazer uma cesariana e descobriu o julgamento por ter escolhido esse procedimento. Resolveu usar suas redes sociais para gerar debate sobre esse estigma. Confira!



Mulheres que decidem ser mães viram alvo de julgamentos desnecessários de algumas pessoas. Todas as suas decisões são questionadas sempre, como se não tivessem voz para decidir por si mesmas e por seus filhos.

Infelizmente, alguns grupos da nossa sociedade ainda não conseguem visualizar a mãe como um ser que pensa por si e toma decisões que julgue serem as melhores para a nova vida que está gerando.

Diante disso, há um debate caloroso sobre o tipo de parto ideal para a boa saúde da mãe e da criança. Muitos estudos são realizados nesse ramo e até hoje não se chegou a nenhum veredito. Tanto o parto natural quanto a cesárea são importantes e dependem muito da saúde da mãe e do bebê para que aconteçam.


Uma mãe resolveu compartilhar a sua experiência.

Sua jornada de cesariana não foi bem aceita por alguns. Ela achou necessário usar seu exemplo para apontar os malefícios do julgamento desenfreado e ampliar a rede de apoio para as mulheres que optam pela cirurgia.

Jesse Truelove relatou ao Good Morning America o quanto se preparou para o parto natural. Teve acompanhamento de uma doula, que insinuou que Jesse havia optado por cesariana por ser mais fácil, portanto, o parto natural estaria abaixo dela.

Direitos autorais: reprodução Instagram/@movewithtruelove.


A mãe declarou que tentou durante 26 horas e não estava aguentando mais. Disse que não importa como as mulheres escolham dar à luz, porque o importante é o bebê sair com vida e saudável. Não deveriam deixar uma mãe envergonhada porque escolheu a cesariana.

Uma mulher não deixa de ser guerreira por não querer ter seu filho de parto natural. Ela trouxe uma vida ao mundo, e isso já é suficiente. Não há espaço para julgamento, pois é um ser humano dando à luz outro. Nesse momento, só cabe orgulho, amor e apoio, relatou.

Jesse afirma ainda que não existe uma maneira fácil de ter uma criança. As mães devem se sentir orgulhosas, independentemente da forma como seu filho chegou ao mundo.

Direitos autorais: reprodução Instagram/@movewithtruelove.


Foi apenas passando por essa situação que ela percebeu como o julgamento veio forte. Jesse é especialista em exercícios pré-natais e pós-parto para o assoalho pélvico. A escolha de sua carreira se deu pelas duas experiências como mãe.

Relata que não sabia que era tão necessário esse tipo de acompanhamento, até precisar de um. Viu o quanto as mães são pressionadas a sempre se mostrarem fortes e determinadas, não podem se cansar ou chorar.

Além disso, há uma pressão para que se recuperem rápido, e com isso, mulheres começam a acreditar que, por escolherem outra opção, estejam falhando com seus filhos.

Seu primeiro parto foi traumático, uma vez que teve infecção uterina então, após 26 horas tentando, preferiu a cesariana. Ela mesma começou a se questionar, culpando-se por não ter aguentado o suficiente. Percebeu que se sentia frustrada por não ter correspondido ao estereótipo de “mãe forte”.


Direitos autorais: reprodução Instagram/@movewithtruelove.

Graças ao apoio recebido, ela se convenceu de que tanto uma cesárea quanto um parto natural são fortes para o corpo. Uma mãe não se transforma em uma incompetente por não poder trazer seu filho ao mundo de forma natural. Cuidam muito mal da saúde emocional dessas mulheres, por gerarem uma expectativa alta sobre suas decisões, afirmou.

O objetivo de um nascimento é promover para a mãe um ambiente que ofereça segurança para ela e seu bebê. Todos precisam ter uma responsabilidade social, utilizando do respeito a elas, pois possuem o poder de escolha. Quanto mais julgamentos acontecem, mais prejuízos são compartilhados.

Antes de julgar, é necessário entender o que é a vida de uma pessoa. É sua história e merece o mínimo de respeito. O tempo de recuperação de um parto, independentemente de qual seja, varia muito de um corpo para outro. Essa comparação que fazem apenas afasta a realidade do maternar.


Jesse usa suas redes sociais para ajudar mulheres a obter controle sobre seus corpos. E tudo bem fazerem os exercícios necessários para um parto natural e decidirem que querem uma cesárea, a vontade da mãe precisa ser respeitada!

Conhece alguma mãe que passou por este tipo de julgamento?

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