Comportamento

Menino pede para cortar o cabelo igual ao do melhor amigo para “confundir” a professora

Nos Estados Unidos, Jax Rosebush, com 5 anos, surpreende a todos e dá uma lição de igualdade ao pedir para ficar igual ao melhor amigo.



O preconceito racial é algo que acompanha durante toda a vida as pessoas que não são consideradas brancas. A população nativa dos países sofre com a segregação, assim como as pessoas pardas e, principalmente, os negros de pele retinta.

Quanto mais “diferente” você for do grupo branco, mais preconceito sofrerá. Os negros de pele clara sofrem uma versão velada dessa segregação racial, sempre disfarçada de comentário “inocente” ou “amigável”. Não importa o que as pessoas brancas digam, o preconceito existe, sim, e faz muitas vítimas no mundo todo.

Mas em que momento esse sentimento de “diferenciação” em relação somente à cor da pele de outra pessoa começa a surgir? Algumas pessoas afirmam que é durante a socialização das crianças, ainda na primeira infância, idade que abarca o infante de zero a seis anos, de acordo com o Ministério da Saúde. Como as crianças dessa faixa etária aprendem, basicamente, por imitação, acabam reproduzindo os comportamentos que os adultos.


Nos Estados Unidos, um curioso caso aconteceu e nos põe para refletir sobre as relações de racismo e igualdade racial. Lydia Stith Rosebush compartilhou, em uma postagem no Facebook, um relato de amizade profunda e sincera entre seu filho e seu melhor amigo Reddy.

Segundo o G1, Jax Rosebush, na época com 5 anos, pediu a Lydia que seu novo corte de cabelo fosse igual ao de seu amigo.

Até então, tudo bem. Quando Lydia perguntou ao filho o motivo de querer cortar o cabelo, a resposta foi, sem dúvida, a melhor de todas: de acordo com Jax, se ele cortasse o cabelo igual ao de Reddy, iria “confundir” a professora, que não saberia diferenciar um do outro. Jax é branco e Reddy é negro. O que, para a maioria das pessoas, soa como uma bobagem infantil, na verdade nos dá uma lição de igualdade.

Direitos autorais: reprodução Facebook/Lydia Stith Rosebush.


Para Jax, a única diferença entre ele e seu amigo era justamente o cabelo, já que o de Reddy era curto e o dele, não. Eles tinham semelhanças, gostavam das mesmas coisas, tinham os mesmos interesses e compartilhavam momentos juntos, isso é o que importa em uma relação infantil.

Lydia compartilhou a foto dos amigos no Natal e decidiu que ele podia, sim, cortar o cabelo igual ao de seu amigo.

A mãe relatou que essa era a maior prova de que o ódio e o racismo são sentimentos e comportamentos ensinados às pessoas ainda pequenas. Lydia escreveu em sua postagem que era possível ver, na fotografia compartilhada, as semelhanças entre as crianças, e demonstrou claramente que busca criar seus filhos de forma não violenta e antirracista.

As pessoas brancas, por vezes, sentem-se ofendidas quando alguém supõe que sejam racistas e, na verdade, até costumam afirmar que são antirracistas. Mas é interessante observar que, se esses adultos brancos não se consideram racistas, como o preconceito continua a afetar tantas pessoas negras?


Segundo o professor e filósofo, Silvio Luiz de Almeida, o racismo pode ser compreendido de três formas: individualista: quando o racismo se mostra como uma deficiência patológica, que decorre de preconceitos; institucional: são dados alguns privilégios a alguns grupos em detrimento de outros em razão da sua cor, fazendo com que esses atos sejam considerados normais na sociedade, através da dominação e do poder; e estrutural: como o racismo é naturalizado e está presente em todas as relações humanas, sejam elas sociais, políticas, jurídicas ou econômicas, a responsabilização por atos racistas não faz com que o preconceito desapareça da sociedade.

A melhor forma de buscar uma criação livre de preconceitos é conversando com as crianças desde pequenas, dando referências para que elas possam compreender que existem pessoas “diferentes”, mas que isso não é motivo para segregação.

A comunicadora Deh Bastos afirma que a melhor forma de inserir esse debate com as crianças brancas é justamente utilizando a linguagem lúdica e também convivendo com crianças negras, mostrando que o principal objetivo é construir um futuro em que todos sejam iguais!

O que achou da atitude da criança?


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