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Mesmo após assinatura da documentação, Justiça obriga casal homoafetivo a devolver bebê adotada!

Capa Mesmo apos assinatura da documentacao Justica obriga casal homoafetivo a devolver bebe adotada

A batalha foi parar nas redes sociais, pois já haviam conseguido o processo de adoção pela Vara da Infância e Juventude.



Decidir ter um filho é um passo muito importante na vida de qualquer casal. Quando se trata de adoção, a burocracia e os trâmites são mais demorados e há um gasto de energia emocional considerável. Quando enfim dá tudo certo, ainda há o tempo de espera, para que a documentação fique legalizada e a adoção ocorra ao rigor da lei.

Esse caso aconteceu em Pirenópolis, a 123 quilômetros de Goiânia, e rapidamente tomou a internet. Depois de passar seis anos na fila do Sistema Nacional de Adoção (SNA), o que é obrigatório, de acordo com o Conselho Nacional de Justiça, o casal conseguiu aprovação para adotar uma criança.

A bebê de 11 meses estava vivendo com Thays Veiga Miranda Lopes, que não é sua mãe. A mãe biológica é dependente química. Por conta disso, Thays cuida da criança desde que ela nasceu, e essa convivência ficou registrada em um termo de responsabilidade do Conselho Tutelar.


A guerra da adoção da menina se deu porque, segundo Juliano Peixoto de Pina, no dia 22 de setembro de 2020, eles assinaram toda a documentação e estava tudo certo, porém, a família acolhedora, que é o termo usado para quem fica temporariamente com a criança enquanto aguarda o processo tramitar, não quis entregar a criança.

Montaram tudo: quarto, roupinhas e materiais de higiene, e a menina só chegou até eles depois que foi emitido um mandado de busca e apreensão.

Segundo o casal, a suposta madrinha não passou pelo trâmite de adoção, portanto não poderia ficar com a bebê. Relataram tudo em um vídeo publicado no Instagram.


 




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Uma publicação compartilhada por #voltaAurora (@voltaaurora)

Com informações do Metrópoles, a mulher que ficou com a criança disse que foi surpreendida quando viu que deveria entregá-la para eles. Não entendeu o motivo, já que cuidou da menina desde que nasceu e deu todo o suporte para ela e seus irmãos. Finalizou dizendo que a bebê tem família e não é desamparada, portanto não havia motivo algum para tirá-la de sua casa.

A criança passou a morar com Juliano e Johnatan, no dia 24 de setembro, mas 12 dias depois, a Justiça obrigou o casal a entregar a menina para sua suposta madrinha. Ela entrou com o pedido de suspensão da adoção, depois que relatou seu laço afetivo com a bebê.

Thays disse que conhece a mãe biológica e ressaltou que nunca fez parte do programa Família Acolhedora. Ela apenas assinou um comprovante no Centro de Referência de Assistência Social de que a criança ficaria com ela. A mulher explicou tudo isso em um vídeo que foi excluído logo em seguida.

O sentimento de Juliano e Johnatan é de insatisfação e preconceito. Eles relataram que a decisão, determinando o retorno da criança, é ilegal, porque famílias acolhedoras não podem adotar a criança abrigada.

Eles, sim, são habilitados perante a lei para adoção, pois passaram pelo processo seletivo. Acham que é um preconceito velado, por serem um casal homoafetivo.

O casal criou uma petição on-line, intitulada #voltaAurora, desde o dia 27 de fevereiro. Até o momento, conta com mais de 11 mil assinaturas. Nela, o casal faz um apelo emocionado, dizendo que fez tudo de acordo com a lei e que não era justo lhe tirarem a filha.

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Direitos autorais: reprodução Instagram/@voltaaurora.

Juliano e Johnatan explicaram que estão juntos há 12 anos e, desde muito tempo, idealizam uma família, e ver o sonho sendo desfeito dessa forma é muito doloroso. Seguem afastados da filha há cinco meses e sentem-se vítimas de homofobia.

Thays, por outro lado, pede que as pessoas não assinem a petição, pois já recebeu visita psicossocial e entrou com o processo de adoção da bebê. Enquanto isso, o próximo julgamento está previsto para o dia 15 de março, a fim de tomar uma decisão definitiva sobre o caso.

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