Comportamento

Mulher condenada por matar homem que abusou dela por 25 anos não ficará presa

Ela sofreu abusos desde a adolescência e, de acordo com a justiça, a pena de prisão será abatida do período em que ficou provisoriamente presa.



Valerie Bacot tinha apenas 12 anos quando Daniel Polette começou a abusar dela sexualmente. De acordo com as informações da BBC, ele era companheiro de sua mãe, chegou a ser preso, mas voltou para a casa da família, e retomou os abusos.

Ela alega que foi forçada a se casar com ele, com quem teve quatro filhos. Em 2016, admitiu que o matou com um tiro durante um encontro em que ele a forçava a trabalhar como prostituta. Ela escondeu o corpo com a ajuda de dois filhos, mas acabou sendo presa em 2017 e confessou o assassinato.

Foi condenada pelo júri na França, por assassinato premeditado, mas outra decisão saiu em junho deste ano, e ela não ficará mais presa. Na época em que confessou, mais de 600 mil pessoas assinaram uma petição pedindo que ela fosse libertada por causa dos anos que sofreu abusos.


Os advogados de Valerie afirmaram que a violência extrema que ela sofreu por 25 anos e o medo ao ver que sua filha seria a próxima vítima fizeram-na cometer o assassinato. Em um livro que saiu o ano passado, Bacot conta que vivia com medo o tempo todo e precisava dar um basta na situação.

Uma de suas advogadas, Janine Bonaggiunta, alegou que as vítimas de violência não têm nenhuma proteção. Mesmo sendo preso pelas agressões na década de 1990, ele cumpriu dois anos e meio de detenção e voltou para a família, e a engravidou pela primeira vez quando tinha 17 anos.

Valerie admitiu que o matou com a pistola dele. Os promotores dizem que o assassinato foi premeditado, e a defesa da mulher alega que ela precisava matá-lo para se proteger e deixar seus filhos a salvo.

Direitos autorais: reprodução YouTube/France 24 English.


A advogada ressalta que mulheres vítimas de violência ficam à mercê do algoz, pois o sistema judiciário é muito lento, pouco reativo, e isso faz com que os abusadores continuem exercendo seu poder violento. Afirmou que o que Valerie fez foi para se proteger e dar um fim aos abusos e à violência vividos por 25 anos.

A circunstância de toda a sua trajetória foi o que a levou a entrar em desespero e matar para sobreviver. O julgamento foi realizado na região central da França, com cobertura jornalística, já que esse caso é bem repercutido. Com isso, Valerie não ficará mais presa, mesmo sendo condenada por assassinato.

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