Comportamento

Mulher é demitida ao dizer que pessoas não podem mudar de gênero. Processou o local e ganhou a ação

Maya perdeu o emprego por causa dos seus comentários nas redes sociais, que viralizaram. Alegou que pessoas não poderiam mudar seu sexo biológico.



Ainda é um grande tabu falar sobre sexualidade. É um assunto que mesmo com todas as discussões e estudos, as opiniões ficam acaloradas e o debate toma um lugar de desrespeito com o outro.

Maya Forstater, de 47 anos, não teve seu contrato renovado porque postou declarações em oposição ao governo norte-americano sobre reformar a Lei do Reconhecimento de Gênero. Essa lei permite que as pessoas se identifiquem com o sexo oposto, não levando em conta seu sexo biológico.

Para melhor entendimento, a lei autoriza que uma pessoa do sexo masculino se enxergue como mulher e passe a ser tratada como tal. Da mesma forma que o contrário, ou seja, uma mulher não se identificar com seu gênero e mudar sua representatividade, e se expressar como homem.


Maya trabalhava como perita fiscal para uma empresa e, por publicar em seu Twitter que as pessoas não poderiam mudar seu gênero, viu uma cascata de comentários e compartilhamentos, fazendo com que logo mais adiante ela fosse dispensada do seu cargo.

Direitos autorais: reprodução Twitter/@MForstater.

Segundo informações publicadas pelo Metro, ela levou o caso a um tribunal em 2019 e a sentença saiu apenas em 2021. A mulher alegou que sua demissão era uma clara discriminação contra suas crenças. Na época, o caso foi rejeitado e o juiz em questão decidiu que a abordagem de Maya não era digna de respeito em uma sociedade democrática.

Depois de anos, ela ganhou seu recurso contra o tribunal. O novo juiz do caso alegou que houve falha na lei, mas que as opiniões de Maya, mesmo sendo ofensivas, devem ser toleradas em uma sociedade pluralista, ou seja, não deveria servir de motivo para uma demissão.


Direitos autorais: reprodução Twitter/@MForstater.

O juiz declarou a sentença favorável a Maya, mas salientou que esse julgamento não significava que pessoas com crenças críticas sobre gênero poderiam desfazer-se de pessoas trans. Maya, durante o julgamento, reiterou sua opinião de que sexo biológico é real, deve ser respeitado e não muda, mas não deve ser confundido com identidade de gênero.

O embate nas redes sociais dividiu opiniões, sendo que até a escritora da saga Harry Potter dirigiu-se à Maya apoiando-a anteriormente, quando levou o caso para a justiça.

No julgamento, o juiz continuou a afirmar que não procura de forma alguma ignorar ou minimizar as dificuldades encontradas por pessoas trans que buscam viver apenas da maneira como se sentem felizes.


Mas uma mulher perdeu o emprego por causa de uma crença e isso também não pode ser exaltado, segundo o excelentíssimo. Sua maneira de pensar pode ofender as pessoas trans, mas o potencial dessa ofensa não pode ser uma razão para a perda de um emprego e exclusão, concluiu.

O caso chegou ao presidente da Comissão de Igualdade e Direitos Humanos, Baronesa Kishwer Falkner. Ela disse que as pessoas são livres para expressar suas crenças, mesmo que sejam questionáveis ou controversas. Já a vice-presidente da empresa onde Maya trabalhava comentou que a decisão judicial foi decepcionante e é um retrocesso para inclusão e igualdade de todos.

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