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Mulher recebe e-mail de vizinhas pedindo que não use mais “shortinhos”. Atitude a surpreendeu

Moradora de um condomínio de Brasília foi surpreendida com uma notificação por e-mail que pedia para ela não transitar nas áreas comuns do prédio usando “shortinhos”.



Lidar com grande número de pessoas numa área comum não é tarefa fácil. Vivemos num conjunto de leis que nos policiam e regem sobre o que é certo e o que é errado. Porém há um impasse quando se fala sobre o que é correto e o que não é.

Alguns códigos de conduta são necessários para determinadas funções, mas outros são apenas padrões repetidos que não causam problemas, se forem realizados de outra maneira.

Quando o assunto é vestimenta feminina, dividem-se as opiniões. Há os que acham que a mulher pode vestir o que quiser, pois vive em um país livre, e há outros que defendem o seguimento das regras, sem discutir ou tentar mudá-las.

Se formos comparar, as mulheres acabam sendo mais propensas a serem julgadas, de acordo com o que vestem. Isso se deve ao fato da nossa sociedade já ter um padrão pré-estabelecido, que perpetua por anos e anos. Quando esse padrão é quebrado, surgem as discussões.


Um fato inusitado aconteceu com a técnica de laboratório Najhara Noronha, de 36 anos. Ela recebeu em seu e-mail uma notificação com o título “Solicitação de vestuário apropriado”.

Segundo ela, as vizinhas lhe pediam para não andar mais pelo condomínio usando roupas de ginástica ou peças muito curtas. O texto dizia que as vestes deveriam ser bermudas ou roupas mais adequadas.

Direitos autorais: reprodução G1/arquivo pessoal.

Em entrevista ao G1, ela contou que a justificativa era de que estava fazendo os casais se sentirem constrangidos com suas roupas. O e-mail foi assinado pelo conselho de mulheres do condomínio. Ela procurou os funcionários do prédio, que não souberam dizer de onde saiu a mensagem e não sabiam explicar a existência desse conselho.


Contou que procurou um advogado para analisar o caso, e o síndico não lhe havia respondido. Ela mora no local há um ano e cinco meses e relatou usar pouco as áreas de convivência.

Apenas circula quando sai para praticar esportes. Declarou estar bastante surpresa ao receber a notificação.

Finalizou dizendo que não há nenhuma justificativa para esse tipo de comportamento, seja ele feito por um grupo de mulheres ou uma só. Ninguém deveria se achar no direito de definir o que ela deve ou não.

O que achou desse caso? Concorda com a notificação que ela recebeu?

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