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Mulheres desistem da maternidade e deixam os filhos com os pais. Dizem não estar preparadas

Algumas mães revelaram o que as levou a se afastar dos filhos e o julgamento por deixá-los com os pais e seguir a vida.



Assuntos como esse não são comuns, principalmente quando são mulheres as protagonistas. É raro vermos a desistência da maternidade. Conhecemos inúmeros casos de mulheres que, mesmo sem planejar ter filhos, não tiveram outra alternativa. Aprenderam a amá-los incondicionalmente e seguiram a vida ao lado deles.

Mas o contrário também acontece. Algumas mulheres fizeram parte de um documentário. Com informações do The Sun, essas mães resolveram deixar os filhos com a família e sofreram as consequências disso.

O documentário se chama “O último tabu” e conta a história de mulheres que decidiram deixar seus filhos com os pais, pois viram que a maternidade, de fato, não era para elas.

A história de Rebecca, moradora de Londres, mostra que nem todas estão preparadas para o maternar. Ela conta que nunca se imaginou sendo mãe, mas ao se apaixonar perdidamente, percebeu que sua vida estava tomando uma direção que nunca havia sido pensada.


Direitos autorais: reprodução Youtube/Topic.

Relata que sempre se sentiu diferente, justamente por não pensar em querer ter filhos ou casar. Achou que sua percepção havia mudado quando conheceu um rapaz da Estônia. Ele se mudou para Londres e começaram a morar juntos. A conexão foi imediata e logo Rebecca engravidou, aos 23 anos.

Afirma que foi uma época incrível e emocionante, pois via seu corpo se transformar de uma maneira super-rápida. Ela então teve a ideia de se mudarem para o país de origem de seu companheiro, com a tentativa de criar um ambiente mais estável para a vinda do bebê.


Porém, o arrependimento veio logo após o nascimento. Ela se viu sozinha, com um bebê recém-nascido em um país que não era o seu. Começou a ficar assustador ter deixado tudo para trás.

Ela disse que se sentia feito um pássaro enjaulado e isso não fazia bem nem para ela, muito menos para seu bebê.

Foi aí que seu irmão a convidou para seu casamento. O filho de Rebecca tinha quase 2 anos, então ela decidiu deixar a Estônia para sempre, sem ele. Relata que não tinha forças para levá-lo junto, cuidar e criá-lo sozinha. Decidiu deixar com o pai, pois sabia que ele estava seguro. Ela finaliza que, mesmo sendo incomum, ela não o abandonou, só o deixou para que o pai criasse. E enfatiza dizendo que, se fosse um homem fazendo isso, não haveria problema algum, porque sempre a responsabilidade recai sobre a mulher.

Ela mantém contato com o filho, visitando-o algumas vezes por ano. Disse que o relacionamento assim deu muito mais certo, ele é uma criança afetuosa e muito carinhosa. Afirma que sabe que a relação não é a usual, mas há muito amor.

Outro caso é de Nataly, uma israelense que nunca planejou ter filhos, mas a sua cultura e pressão familiar a deixaram sem escolha.

Direitos autorais: reprodução Youtube/Topic.

Nasceu em uma família judia, portanto, foi criada com padrões bem estabelecidos e tradicionais. Explicou que, de acordo com sua cultura, as mulheres sempre foram incentivadas a ter filhos, pois isso era o ápice de sua existência.

Ela sempre se sentiu diferente, queria ser uma mulher de carreira, estar à frente dos negócios. Casar e ser mãe não estavam em sua mente.

Acabou sendo pressionada a casar com um homem que nutria interesse por ela, mas de sua parte, nada sentia. Sua família chegou a falar que ninguém ama o marido quando se casa. Logo após o casamento, também foi obrigada a constituir uma família.

Nataly afirma que não estava emocionalmente pronta para ter filhos, mas acabou tendo dois, com um ano de diferença entre eles. Ela se viu no pior cenário. Presa dentro de casa, enquanto via outras mulheres agindo e explorando o mundo. Coisa que ela queria para sua vida.

Ela tentou por um tempo, mas não conseguiu. Aquela perfeição que viam dela se rachou e decidiu deixar seu filho de 4 anos e sua filha de 6 com o pai.

Conta que sente a falta dos filhos e de não os ver o tempo todo, mas não se arrepende do que fez. Eles estão bem e ela decidiu seguir sua vida.

Maria também participou do documentário e sua história é mais um exemplo de que a maternidade nem sempre é a receita da felicidade.

Direitos autorais: reprodução Youtube/Topic.

Após a morte de sua filha, por câncer, ela desistiu do ofício de ser mãe e deixou os outros filhos com os pais. Saiu de sua casa para nunca mais voltar. Ela conta que sofre até hoje com o julgamento, muitas pessoas falaram que ela nunca deveria ter tido a permissão de ser mãe um dia.

As três mulheres que resolveram contar suas histórias carregam o julgamento alheio. Elas afirmam que quando decidiram deixar seus filhos, era um caminho sem volta, pois estariam manchadas perante a sociedade para sempre. Mas relataram também que foi a melhor decisão por elas e pelas crianças, pois às vezes, é melhor para elas que as mães se afastem.

Polêmico, não? O que achou dessas histórias? Concorda com o posicionamento delas?

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