Comportamento

Mulheres que deram à luz depois dos 35 lutam para acabar com preconceito: “Não somos mães velhas”

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Elas relatam que ainda se deparam com comentários preconceituosos sobre a decisão de ter filhos mais tarde.

De acordo com o que sabemos sobre a saúde feminina, a mulher consegue gerar filhos por um período, antes da menopausa. Mas por causa do avanço da idade, antigamente se dizia que antes dos 30 era ideal, a partir daí a gravidez era de risco. Esse pensamento continua por um bom tempo na mente das pessoas e é necessário que, de uma vez por todas, seja explicado.

A medicina mudou, os recursos também, e a própria qualidade de vida se transformou, nos últimos anos. Antes, ter filhos com mais de 35 era arriscado, hoje vemos mulheres de 40, 45 tendo crianças saudáveis, e sem a necessidade de fertilização. E, por causa da independência feminina, ter filho virou uma decisão que pode ser tomada mais para a frente.

De acordo com informações do Metro, o número de mulheres tendo bebês mais tarde continua a aumentar. Quase um em cada cinco nascimentos acontece em mulheres com mais de 35 anos. A pesquisa foi realizada pelo Yougov e usou dados dos Estados Unidos.

Os pesquisadores analisaram a opinião das pessoas em relação a ter filhos depois da idade “recomendada”. Dos homens consultados, 46% dizem que mulheres entre 36 e 40 anos já são consideradas velhas para terem filhos. Perguntado se essa idade era boa para se tornar pai, mais de 71% alegaram que sim.

Uma mulher que decide ter filho com mais de 35 é retratada como egoísta ou muito focada na carreira. Mas, uma entrevista com quatro mulheres quebra todo esse preconceito sobre mães mais velhas.

Wilma Macdonald decidiu ser mãe aos 38 anos. Ela contou que estava longe de ser madura o suficiente para ter filho aos 28. Decidiu comprar primeiro seu apartamento, e o relacionamento que tinha não era adequado para crianças. Resolveu esperar, mudou de carreira e abriu a própria empresa de terapia nutricional. Só depois disso se tornou mãe, e não se arrepende.

Disse que a sociedade vê a mulher apenas como procriadora. Caso ela não queira ou demore para ser mãe, todos a julgam como egoísta e inconsequente, mas, em sua opinião, inconsequente é colocar uma criança no mundo sem estar pronta e madura o suficiente.

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Outra mulher entrevistada é Priya Velusami, que deu à luz aos 37 anos. Ela conta que a maneira como olham para as mulheres é muito injusta. Disse que a discussão sempre foca no quanto a mulher prioriza em sua vida. Se ela dá muita importância para a carreira, não pode ser mãe.

Se quer ser mãe só depois que estiver estabilizada, não será boa com a maternidade. São esses julgamentos que as fazem desanimar, pois apenas estão querendo o melhor para suas vidas.

Ela mesma acabou desistindo do emprego e decidiu abrir a própria empresa. Relata que não vai parar com suas ambições para ter filho, aprendeu a conciliar tudo, mesmo que tenha sido depois dos 35.

Declara que as mulheres que trabalham precisam provar o dobro para conseguir se manter no emprego, por isso o tempo vai passando e vão adiando o momento de serem mães. O mercado de trabalho não é inclusivo com mulheres que se dispõem a ter filhos.

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Sarah Cooper lutou por anos para ter seu filho. Conseguiu aos 37, depois de inúmeras perdas. Ainda assim é julgada por isso. Ela conta que não foi uma escolha, simplesmente aconteceu.

Ela luta contra a expressão “mães geriátricas”. Acha isso um completo desserviço e muito negativo. Um mundo onde a mulher escolhe ter filhos é ser inteligente para pensar no que é melhor para si mesma, seu filho e parceiro.

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Charlotte Tarrant tornou-se mãe aos 40 por achar ser o momento certo.  Afirma que as mulheres precisam parar de se sentir culpadas por querer ter a clareza e certeza de que estão em posição de assumir a responsabilidade pelos filhos, já que a maternidade é algo que toma todo o tempo e dedicação.

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Declarou que só conseguiu se sentir pronta para ter filhos no final dos 30 anos e isso não a faz ser menos mãe ou mais egoísta. É interessante vermos que o mundo está mudando e que as mulheres estão sendo protagonistas das próprias vidas. É isto que o poder feminino acarreta: mulheres certas e convictas dos seus ideais!

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