“nada é para sempre…” – o agora é a chave para a felicidade plena!

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“Nada É Para Sempre. 5 lições do filme  Tagline: O que a sétima arte pode nos ensinar

Umas das coisas apaixonante do cinema, além do espetáculo ou os efeitos especiais, que a sétima arte consegue proporcionar ao espectador, é a capacidade de contar de forma dramática e vívida a história de brilhantes pessoas que fizeram a diferença e tem sempre algo a acrescentar.



Em geral os filmes baseados em fatos reais ou biográficos são os que têm mais impacto em trazer grandes aprendizados. Não se pode assistir um filme apenas do ponto de vista de diversão, mas, como tudo na vida é fundamental buscar extrair a essência e aprendizado. Claro que os filmes ditos “pipocas” são pura diversão e raramente vão proporcionar algo profundamente interessante – além de boas risadas, o que já é muito válido. Mas claro que um insight pode vir de qualquer filme, além de muita animação para vida.

Uma produção marcante e que tem muito a acrescentar de aprendizado para a vida, além de grandes insights, é o filme “Nada É para Sempre” (título no Brasil, EUA 1992) ou “A River Runs Through It” (título original). Um filme que foi marcante para a carreira de Brad Pitt, levando o premiado ator ao estrelato de Hollywood.


O filme é baseado numa coleção autobiográfica de Norman Maclean (1902–1990), “A River Runs Through It and Other Stories”. O livro foi escrito a pedido do pai de Norman, o reverendo Maclean, para retratar a história da família Maclean em Missoula, Montana – EUA, em especial a infância e juventude de Norman e seu irmão Paul.

No filme, Norman Mcalean é interpretado pelo ator Craig Sheffer e Paul Mcalean por Brad Pitt. A família MacLean é comandada pelo reverendo MacLean (Tom Skerritt) e sua amada esposa (Brenda Blethyn). Apesar de ser rígido na educação de seus filhos, o reverendo sempre os encoraja para enfrentar os desafios da vida.

Entre o reverendo e os filhos sempre houve o hábito de pescar, e o ponto chave do filme gira em torno da paixão pela pescaria e os rios de Missoula no canyon. Essa paixão é o maior elo entre pai e filhos e muito marcante na história e bem retratado no filme.


Norman deixou Missoula e foi para a faculdade, onde descobriu que gostava de lecionar. Já Paul ficou trabalhando como repórter na sua cidade, pois gostava de se divertir e jogar e nunca sentiu interesse em se envolver com o estudo acadêmico. Ao voltar para Missoula, Norman espera uma resposta para um emprego de professor e nesse meio tempo se apaixona por Jessie Burns (Emily Lloyd). As diferenças entre ele e Paul ficam mais evidentes, mas a história se desenrola de uma forma bem particular.

Norman que de certa forma decide sair daquele ambiente familiar que ele questiona, por acreditar que aquele modelo não era o suficiente. Existe a conotação de que ele foi embora, mas nunca superou totalmente as influências da criação e infância, mas experimentou e foi audacioso, entendo que a vida é assim, precisa de movimento e não nos dá garantia de nada.


Insights para a Vida

Quem não viu o filme, recomendo assistir e desfrutar de uma excelente lição de vida e grandes aprendizados. É fato, o filme provoca muitos insights que podem ser percebidos se você olhar atentamente. Norman McaLean soube muito bem colocar a essência dele e da sua história em seu livro.

Uma cena interessante, é quando jovens Norman e Paul brigam usando a força e o Norman diz: “ficou a sensação de que sempre ficaria a dúvida de qual deles era o mais forte”. Uma metáfora que ao longo do filme e no final fica claro, o que determina realmente o quanto somos fortes? A capacidade de seguir sozinho, caçador solitário ou conquistas. Quais exatamente?


O título do filme: Nada é para sempre

O título já diz muito, por si só. A mensagem clara que a vida é um “conto ligeiro” e precisa ser vivida intensamente, e nada pode ser deixado para depois. Certamente Norman escolheu esse título por perder o irmão Paul muito jovem e também por ter vivido as lembranças de toda sua história na velhice quando já havia perdido todos da família, inclusive sua esposa.

Nada é para sempre de fato! Se só temos o presente e o “agora”, precisamos entender que a vida não está no futuro ou passado, mas no momento presente.


Falas e frases no filme

“A vida não é uma obra de arte e nada pode durar para sempre.” (Norman).

De fato a expressão já diz tudo, e extrai a essência muito bem do que Norman vivenciou e o quanto ele sentia falta dos familiares. Percebeu o quanto a família é importante e o quanto foi importante cada momento vivido.

“Amar sem entender completamente, esse amor sempre vai ficar na memória da alma, porque não se pode apagar a natureza.” (Reverendo, durante pregação).

O reverendo Maclean certamente sentia muita falta do filho Paul após sua morte e nutria o sentimento e esperança de encontro futuro.

“Quando estou no canyon e(rios de Missoula), toda a existência perde a cor….. ” (Norman já idoso, quando já havia perdido os pais e esposa).

Quando Norman volta ao passado ele percebe que as memórias são atemporais, e permite que ele sente através do amor o linear do tempo.

“No final todas as coisas se fundem em uma só, e um rio corre entre elas. ” (Norman).

Aqui temos o universo, que tudo se funde como uma coisa só, já que tudo vem do mesmo lugar. O rio corre entre elas. A vida passa entre dois caminhos e você pode escolher o tempo inteiro qual deles trilhar, mas no final tudo passa.

“Eu ainda os procuro (familiares falecidos), Eu sou assombrado pelas águas” (Norman).

Este é o ponto mais marcante do filme e da biografia do autor. Norman se apegou ao tempo e passou a viver do passado. Já idoso, sua alimentação natural passa a ser somente das lembranças do passado. Aqui mostra o homem inconsciente, que não despertou ou está iluminado. Nesse estado o homem não tem nada de novo, porque ele não consegue ver a beleza do presente. Norman vive somente no passado e toda a sua existência não é presente.

Como as grandes experiências de Norman se passaram em Missoula e no canyon, em especial nas pescarias, ele alimenta as necessidades do ego de passado a partir dessas lembranças.  Quando ele diz que é assombrado pelas águas, é exatamente porque ele não consegue ver a beleza do momento, mas apenas as lembranças do passado que no fundo não traz alegria mas somente tristezas.

Pergunto: Hoje você gostaria de ser assombrado pelo seu passado? Quando estiver com mais idade, qual será as suas alegrias? Vai resgatar a nostalgia para tentar reviver o passado?

Norman apesar de ser brilhante em sua biografia e escrita, ele não atentou para o despertar da alma e da consciência. Ele estava em um lugar magnífico, mas não conseguia ver beleza nenhuma, porque ele só via o passado,

, ele só queria voltar, mas não estar presente.

Por melhor que tenha sido o passado em relação ao momento presente, nada pode ser feito no que passou. Só existe o eterno presente, e está presente é na verdade ver a beleza do momento independentemente da situação. Estar presente é sentir o divino; é se imortalizar no tempo, já que não existe passado ou futuro, somente o agora.

O agora é a chave para a plena felicidade.

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* Matéria atualizada em 20/02/2017 às 1:33






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