Comportamento

“Não me peça para mudar meu corpo só para te agradar.” Mulher de 52 anos reflete sobre autoestima

Lidar com certas questões ligadas à aparência pode ser mais difícil em mulheres maduras. O padrão tóxico da beleza perfeita tende a excluir as mais velhas.



É importantíssimo aceitar o envelhecimento como algo natural. Mesmo que possa doer. A reflexão de Ana Canosa, psicóloga e comunicadora, é uma boa pedida que nos convida a ver a mulher madura com mais respeito e admiração.

Ela conta, sendo colunista do Universa UOL, que os sinais da maturidade já começaram a aparecer em seu corpo, prestes a completar 53 anos, mas está se preparando para cuidar de sua saúde física e mental.

Ana relata que tem sorte de ter-se cercado de pessoas boas, além de sua família, para que os momentos complicados possam ser distribuídos e tudo ficar mais leve.


Ela percebeu que, assim que chegou a pandemia, viu o quanto seus cabelos pararam de cair. Por não ter mais acesso rápido a salão, deixou de pintar os cabelos e redescobriu uma nova mulher.

Deixou os cabelos brancos, assumiu-os de vez, embora a resistência de sua decisão tenha vindo de todos os lados. Primeiro do cabeleireiro, depois do seu pai. Chegou à conclusão de que o envelhecimento escancarado não é fácil de admitir.

Mesmo imaginando que muitas pessoas estranhariam, ela manteve a sua decisão. Com isso, pensou no quanto a pressão sobre as mulheres as faz se sentir na obrigação de parecer iguais ao que vemos na televisão.

Ainda é confrontada por mulheres que pedem que ela pinte o cabelo. Diz que todos podem ter a liberdade de achar que ela é feia e preferir seus cabelos coloridos, mas o fato importante é que Ana não aceita mais que peçam para ela mudar o corpo só para agrado alheio.


Diz com muita sensatez que, se é para se aceitar, tem de fazer a partir de quem é verdadeiramente, não do que espelha para os outros. Por ser uma pessoa pública, a pressão parece ser ainda maior, mas ela não se abala.

Relata que os cabelos brancos inspiram experiência e credibilidade, qualidades que a fazem ser reconhecida. Declara que passou de bonita para charmosa e finalmente sente que chegou ao mesmo patamar dos homens grisalhos.

Reitera que não é contra nenhum procedimento estético, pois acredita que cada um deve seguir o próprio caminho de bem-estar e autoestima, mas pede que a deixem seguir o que escolheu para si mesma. Essa reflexão nos mostra o quanto uma mulher é capaz de se aceitar e deixar de lado comentários que não agregam. Isso é poder feminino!


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