Não perde quem dá amor, mas sim quem não sabe receber

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Muitas vezes, nós nos doamos muito para outras pessoas. Estamos totalmente investidos em um relacionamento e investimos nosso tempo, cuidado e amor. Em algumas ocasiões, o sentimento é recíproco e conseguimos criar uma conexão saudável com a outra pessoa, mas em outros casos não somos retribuídos. Quando isso acontece, nós nos culpamos por nos entregar para alguém que não está investindo tanto quanto nós.



No entanto, algo que precisamos compreender é que não há nada de errado em dar amor a outro alguém, esse é um comportamento natural e humano.

Quem perde não é quem dá amor, porque suas atitudes são baseadas em verdade, sinceridade, dedicação. A perda é daqueles que não sabem como receber esse grande presente, que o menosprezam e ignoram.

Pior do que não ser correspondido é não saber como amar. Portanto, nunca se arrependa daquilo que faz por amor.


A ciência no campo do amor

A ciência está constantemente nos ajudando em nosso caminho rumo ao autoconhecimento e, através da neurociência, podemos compreender como nos comportamos em relação ao amor.

Uma das coisas mais importantes que precisamos saber é que nós somos seres sociais, nossa genética nos incentiva a criar relacionamentos seguros, nos quais possamos fazer planos e garantir nossa sobrevivência. A conexão com outras pessoas é fundamental para nossas vidas. Por isso, a separação e a perda não são coisas para as quais estamos preparados. A sensação de estar sozinho alarma nossos cérebros e pode nos levar a um profundo sofrimento.

Quando enfrentamos rupturas em nossas vidas, reagimos de uma maneira muito complexa. Neurologicamente, nossos hormônios do estresse começam a ser liberados instantaneamente, o que com o tempo dá origem à sensação que popularmente chamamos de “o coração partido”.


Já de um ponto de vista emocional e psicológico, a situação é diferente. A dor da perda é combinada com perda de motivação, energia, amor e esperança, o que resulta, muitas vezes, em corações vazios e desacreditados.

É uma situação muito complicada, e para superá-la e abrirmos nossos corações novamente, precisamos enfrentar as situações de uma maneira diferente.


Amar é arriscar-se

Cada pessoa tem a sua própria história de vida, com alegrias, tristezas, conquistas e decepções, e quando entramos em um relacionamento, trazemos toda essa bagagem conosco; é impossível zerarmos tudo o que somos, a cada nova pessoa que entra em nossas vidas. Nesse sentido, o que faz a diferença para vivermos nossos relacionamentos com maturidade e prosperidade é a maneira como aprendemos a lidar com tudo o que já vivemos até hoje.

Quando sofremos uma decepção em um relacionamento, mudamos nosso modo de viver e de enxergar o mundo. Algumas pessoas não conseguem lidar bem com as mudanças da vida, e quando um relacionamento em que investiram muito amor e dedicação se torna apenas memórias e vazios, podem se tornar desacreditadas no amor, construir muros ao redor de si mesmas, para se protegerem de futuras decepções. No entanto, cabe uma reflexão sobre esse assunto.

Amar alguém e arriscar-se por um sentimento nunca devem ser motivo de vergonha, pois são exatamente essas atitudes que mostram nossa humanidade, que mostram que temos a coragem de lutar por aquilo que nos é valioso. Quando nos arrependemos daquilo que fazemos por amor, estamos rejeitando uma das melhores partes de nós mesmos.


Superando as dores do coração partido

Muitos de nós temos teorias de quem sofre mais para superar uma decepção romântica, e um estudo realizado na University College London, mostrou que lidamos de forma diferente com as decepções emocionais. As mulheres sentem muito mais a separação, no entanto tendem a se recuperar antes dos homens. Os homens, pelo contrário, mostram estar bem, lidando tranquilamente com a situação, quando, na verdade, tendem a esconder a dor em suas responsabilidades. Eles geralmente demoram mais para superar as decepções amorosas.

Isso acontece porque as mulheres, naturalmente, possuem mais habilidade com o mundo das emoções, porque não fogem dele com tanta frequência. Elas tendem a buscar mais apoio e maneiras de exercerem o perdão para melhorarem suas vidas, o que as ajuda a seguir em frente.

Além disso, independentemente de quem supera mais rápido ou quem demora mais, todos nós precisamos ser conscientes de que, em algum momento, sofreremos decepções emocionais, mas que elas não devem nos impedir de voltar a buscar nossa felicidade.

Todos temos o direito de viver nossas melhores vidas!


Direitos autorais da imagem de capa: Amanda Cass

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* Matéria atualizada em 26/03/2019 às 15:17






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