Comportamento

“Não quero que ele acorde para passar fome”: mãe faz filho faltar à aula por falta de comida em casa

“Foi um milagre”, disse Maria Pilar, quando recebeu ajuda de muitas pessoas, depois que seu caso veiculou na mídia local.



Toda vez que alguma crise se instala em uma região, a fome surge forte, tomando conta de famílias que antes possuíam maior soberania alimentar. A vulnerabilidade socioeconômica, aliada às altas taxas de desemprego, faz com que todos os moradores de uma residência não consigam suprir suas necessidades básicas.

A pandemia do novo coronavírus tem aumentado, de forma proeminente, o número de pessoas vulneráveis, deixando-as expostas a situações que ninguém deveria passar. Uma alimentação de qualidade, uma casa confortável, água encanada, energia elétrica, segurança, saúde e educação são coisas básicas para o ser humano viver adequadamente.

A crise econômica e sanitária escancara as desigualdades sociais já existentes, aumentando e reforçando-as. No Chile, um caso se tornou muito conhecido nos últimos dias por se tratar justamente dessa vulnerabilidade, que atinge até crianças.

Maria Pilar, uma mãe de 29 anos, enviou uma mensagem à professora de seu filho, explicando que ele não veria a aula daquele dia, e a justificativa deixou todos sensibilizados com a situação.

Na troca de mensagens, a mãe explicou que a ausência do filho não era por preguiça, mas porque ela não tinha comida em casa, nenhum pão ou outro alimento que pudesse lhe oferecer de manhã. A única coisa que tinha era arroz, que ela cozinharia mais tarde, na hora do almoço. Para que o pequeno não passasse fome, ela preferia que ele dormisse por mais tempo.


Direitos autorais: reprodução/CHV.

Aquela informação foi um baque para a professora, que decidiu torná-la pública para, quem sabe, conseguir alguma ajuda. O filho frequenta aulas virtuais, mas isso implica em aumento na conta de energia, despesa com a qual a família não conseguiria arcar naquele momento. O pai, que é encanador, não conseguiu uma licença para trabalhar na quarentena, o que fez com que a renda da casa caísse drasticamente.

Naquele dia, não tinha mais comida para alimentar o filho, mas a mãe não quis assustar ninguém, e preferiu apenas deixá-lo dormir mais tempo, assim, acordaria perto da hora do almoço, provavelmente a única refeição de todos naquele dia: um prato de arroz.


Maria pediu que a professora enviasse o conteúdo para que ele pudesse estudar à tarde, mas aquela mensagem foi forte demais para não ser compartilhada.

Direitos autorais: reprodução Twitter/@leonardofarkas.

A mensagem viralizou na internet depois que a professora fez uma captura de tela e passou adiante. O filantropo muito conhecido no Chile, Leonardo Farkas, ficou sabendo da situação e pediu em seu perfil no Twitter que seus seguidores ajudassem a localizar aquela família, para que pudesse fazer uma doação de cerca de R$ 8 mil.

Direitos autorais: reprodução/CHV.

Mas essa, felizmente, não foi a única ajuda que Maria recebeu. O prefeito da cidade, Eduardo Soto, visitou a mãe e lhe doou caixas de comida, pagou três meses de aluguel e concedeu a licença de circulação em quarentena para que o marido voltasse a trabalhar.

As doações renovaram a esperança da família, e Maria Pilar afirma que aquilo foi um verdadeiro milagre.


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