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“Ninguém me parabenizou pela chegada da minha filha”, relata mãe de criança especial

O relato sincero dessa mãe emociona. Ter um filho especial é garantia de possuir o mais puro dos amores!



Histórias de superação e esforço são muito bonitas de acompanhar, elas nos fazem acreditar na bondade do ser humano e no quanto o amor pode restaurar vidas. Mas existe o outro lado. A solidão das mães de filhos especiais é real e existe há muito tempo.

Quando se é presenteada com uma criança especial, tudo se torna diferente. Os convites para festinhas de aniversário na escola ou em clubes são inexistentes ou cheios de ressalvas. A verdade é que, por mais linda que a história seja, na prática ela não é fácil.

Crianças com necessidades especiais precisam, além da mãe e do pai, de apoio da sociedade inteira. O lar é um local seguro, porém os desafios descritos para esse filho são inúmeros. Apenas o amor dos pais não é suficiente, é preciso que a comunidade inteira acolha essa criança.

Eliza J fez um relato muito bonito e verdadeiro sobre o desafio de ser mãe e descobrir uma condição rara em sua filha. Ao Love What Matters, ela contou que demorou nove meses para engravidar.


Era um sonho seu e do marido, sentiam-se ansiosos e nervosos, pois é muita emoção sentida, quando se planeja ter filhos.

Ela conseguiu engravidar e mulheres próximas também estavam grávidas. Compartilhavam todos os assuntos, ao longo da jornada de cada uma. As experiências e os desafios sempre faziam parte das conversas. Ela relata que foi muito bom ter essa rede, pois assim podiam contar uma com a outra sobre os prós e contras de uma gravidez.


Direitos autorais: reprodução Instagram/@miss_elizaj.

Com a empolgação do casal ao trazer um novo ser ao mundo, todos estavam muito animados para conhecer a pequena Bella. Era uma ansiedade sem fim. Conversavam sobre quais características a bebê herdaria, se pareceria mais com a mãe ou com o pai, o quarto já estava pronto. Era tudo perfeito.

Eliza disse que teve uma gestação fácil. Mesmo sendo considerada de alto risco, por ter o útero em formato de coração, fazia ultrassom mensalmente. Por ter 35 anos, fez todos os exames pré-natais com mais cautela.

No dia 25 de outubro, sua bolsa rompeu. A pequena Bella estava pronta para nascer um mês antes. A mãe ficou desesperada, porque a mala da bebê estava pela metade, tudo uma bagunça e ela não imaginaria que entraria em trabalho de parto tão cedo. Correu para o hospital na companhia de seus pais.

No momento do parto, ela precisou ficar de lado, porque, ao monitorar a criança, viram que sua frequência cardíaca diminuía muito. Quando chegava a hora de empurrar, ela ficava na posição natural, de barriga para cima, mas logo depois voltava à anterior. Foi ali que Eliza começou a achar tudo muito estranho. Para ela, aquilo não fazia sentido. Depois de tantas conversas, não viu ninguém relatando o que ela estava passando.

Após 30 minutos, o médico disse que Bella estava com muita dificuldade para sair. Doze horas se passaram e a bebê finalmente nasceu. Sua mãe viu que ela tinha uma orelha dobrada e muito pequena, mas achou que era normal, pois falavam que as crianças nasciam “amassadas”. O amor que já sentia por sua filha encheu ainda mais seu peito, pois ela a teria em seus braços.

Mas Eliza viu que o comportamento de todos não estava da forma que ela esperava.

Ninguém a parabenizou pela vinda da menina. Seu marido estava confuso e assustado. O médico saiu rapidamente e outros profissionais da equipe médica começaram a entrar. Ninguém disse uma palavra sequer.

Quando finalmente conseguiu ver sua filha, ela notou que a bebê era “diferente”. Seus pais estavam atônitos e a única coisa que Eliza conseguiu fazer foi perguntar para a mãe se ela poderia ter filhos de novo. Ela não se lembra e não entende por que teve esse primeiro pensamento. Sua mãe pediu que se acalmasse, que tudo daria certo.

A equipe informou que Bella teria de ser levada às pressas para a UTI neonatal. Eliza se desesperou, porque não havia segurado ainda sua bebê. Pediu para segurá-la e, quando viu seu olhar, desabou. Era um olhar de súplica, mas Eliza estava ali para dar todo o conforto àquele pequeno ser.

Direitos autorais: reprodução Instagram/@miss_elizaj.

Ela conta que sussurrou para a menina que sempre protegeria, não importava o que acontecesse, sempre estaria ali por ela. A criança foi levada e Eliza se viu sozinha. Seus pais e marido também saíram.

Uma hora depois, ela conseguiu ficar com Bella e o pai. Eliza J disse que não estava comemorando, pois não sabia o que estava por vir. Achou que a vida tinha sido injusta, pois tantos outros pais seguravam seus bebês superfelizes e eles não sabiam o que aconteceria com a deles.

Foi então que o diagnóstico veio. Bella nasceu com a síndrome de Treacher Collins. Nesse tempo em que Eliza ficou com sua bebê, um amor ainda maior ao que sentia invadiu seu peito. Ali nascia a mãe de uma criança especial.

Embora o momento da descoberta tenha sido assustador, as coisas foram se normalizando e ficando mais calmas. Foram transferidos para outro hospital, para que a pequena guerreira fosse cuidada da melhor forma.

Direitos autorais: reprodução Instagram/@miss_elizaj.

Após vários desafios, noites complicadas, tendo que deixar a filha no hospital e irem para casa, sofrimento e medo de perdê-la, a bebê finalmente foi diagnosticada com a síndrome, que só é detectada mesmo ao nascimento. Essa doença genética rara afeta o desenvolvimento dos ossos faciais, fazendo com que os portadores precisem de cirurgias já no início da vida.

Hoje Bella leva uma vida praticamente normal, embora esse normal seja diferente para outras crianças.

Sua mãe se orgulha da vitória a cada dia e disse que não mudaria a história por nada. Disse ainda que toda essa experiência serviu para que ele se encontrasse como mãe, esposa, irmã e a transformou numa pessoa muito melhor.

Direitos autorais: reprodução Instagram/@miss_elizaj.

Por fim, a mãe pede para as pessoas próximas serem mais sensíveis com as mães de crianças especiais, pois a vida é imprevisível e não estamos preparados para certas mudanças mas, com a ajuda de todos, tudo fica mais fácil!

Que poderoso relato! O que achou?

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