Comportamento

Noiva se recusa a cobrir sua marca de nascença para se casar. “O diferente pode ser muito bonito”

Ferrin Roy, que nasceu com uma marca no rosto, desde criança entrou na jornada de aceitação. Sua aparência não a incomoda, pelo contrário, dá-lhe orgulho!



A cada dia, estamos com mais exemplos de aceitação do corpo natural. Milhares de histórias são compartilhadas com o intuito de mostrar para nós, mulheres, que o padrão de beleza é individual, cada uma tem o seu.

Antes, alguma característica que nos diferencia era vista como algo ruim e vergonhoso, mas isso vem mudando à medida que as mulheres se impõem. Constantemente os estereótipos da beleza perfeita assombram. É muito comum, nas redes sociais e televisão, a padronização dos corpos. A perfeição e a simetria excluem a maioria de nós. E, mais do que nunca, hoje sabemos que a beleza ideal é obtida por meio de intervenções cirúrgicas.

Contra a maré, temos o caso de Ferrin Roy. Ela nasceu com uma marca no rosto, conhecida como lesão cutânea pigmentada. É benigna, não oferece riscos à saúde. Ela fez um relato poderoso sobre aceitar sua característica, dizendo que não é feio ser diferente.


Contou ao Love What Matters que sua família sempre a criou para ser autossuficiente e realizada.

A única vez que percebeu que sua condição “incomodava” foi quando um adulto a provocou sobre sua marca no rosto. Ela tinha 9 anos.

Ao crescer, reconhecia os olhares. Mas isso não a fez retroceder, ela tinha que se defender enquanto sua mãe não estava por perto. Ferrin atribui toda a sua força e confiança à própria mãe, que era extremamente amorosa e a ensinou que sua marca fazia parte de sua personalidade. Ela a defendia quando estranhos faziam comentários desnecessários.

Direitos autorais: reprodução Instagram/@ferrin_roy.


Por causa do brilhantismo dessa mãe, Ferrin conquistou uma autoestima forte, isso a fez perceber o quanto precisava compartilhar sua força. Existiam outras pessoas em situação parecida com a sua, com a qual infelizmente não lidavam da melhor forma. É muito comum depressão e ansiedade nesses casos.

Ela relata que, mesmo com sua garra, alguns comentários povoavam sua mente. A sua alternativa e fuga eram o espelho. Ela desenvolveu um hábito de sempre se elogiar e recitar afirmações diárias a si mesma, olhando nos próprios olhos. Ali ela escapava dos comentários e olhares. Era a sua única opinião, e a mais importante.

Direitos autorais: reprodução Instagram/@ferrin_roy.

Aos poucos, foi aprendendo a ver a jovem bonita que era. Sua diferença a fazia ser especial. Ferrin não quis se esconder do mundo, decidiu que sua marca não a impediria de viver. Afirma que sua infância foi crucial para que crescesse e se tornasse essa adulta empoderada.


E continua seu relato, contando que não tem vergonha de seu rosto. Um dia chegou a se questionar e até sentir incômodo, não por si, mas pelos outros.

A pessoa que ela é hoje é aquela que continuou a se esforçar, apesar dos obstáculos. Quando conheceu seu marido, Ferrin viu mais um ponto de apoio.

Mesmo com as constantes cobranças de pessoas de fora, sobre como ela esconderia sua mancha no casamento, ela afirmou que quando decidiu ter um relacionamento, ele a achou linda, ficou maravilhado com sua beleza.

Direitos autorais: reprodução Instagram/@ferrin_roy.


Perguntada sobre remover a marca, ela disse que isso mudaria internamente a visão que tinha sobre si mesma e afirmou que as pessoas precisavam entender que aquilo não a incomodava.

Pouco tempo depois de seu casamento, viu reportagens sobre a decisão de não remover sua mancha. Ferrin disse que preferia ser ousada e corajosa. Sua confiança a fez a mulher forte e decidida que é.

Constituiu família, é mãe e com certeza sua história é uma bela lição. Ela conclui dizendo que ser quem é a ajudou a alcançar todos os seus objetivos. Pode ser diferente, mas sua marca representa coragem! Comente e compartilhe este relato com seus amigos em suas redes sociais!


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